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Brasil

TSE impede entrada de 14 observadores internacionais nas eleições

Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não permitir a entrada de 14 observadores internacionais para acompanhar as eleições gerais do Brasil previstas para 2026. Entre os observadores barrados, estão membros de partidos ultranacionalistas, como o Foro Madrid, um grupo anticomunista ligado ao partido espanhol Vox, e a Alternativa Democrática Nacional (ADN), uma legenda de extrema direita de Portugal.

Esses observadores são representantes de organizações estrangeiras ou multilaterais que acompanham, de forma independente, todas as etapas da votação no país, com o intuito de assegurar a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral.

Na semana anterior, a Corte também rejeitou a entrada da organização Transparencia Electoral, localizada em Buenos Aires, Argentina, que se dedica a promover a integridade em eleições na América Latina. Outra entidade com o pedido negado foi o grupo espanhol Eurolat Global Democracy Forum.

Até o momento, oito entidades tiveram suas solicitações aprovadas para observação eleitoral no Brasil. Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia e a Liga dos Estados Árabes. Também estão incluídas a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP) e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

A Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE) e o The Carter Center, vinculado ao ex-presidente americano Jimmy Carter, também irão atuar como observadores internacionais nas eleições brasileiras.

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