O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou seu interesse em assumir o controle da Groenlândia, destacando a importância estratégica do território para a segurança nacional americana. A Casa Branca confirmou que o presidente e seus assessores estão considerando diversas estratégias para alcançar esse objetivo, incluindo o envolvimento das Forças Armadas.
A Groenlândia é considerada fundamental devido à sua posição geopolítica no Ártico, uma região cada vez mais disputada globalmente. As opções em análise contemplam abordagens diplomáticas, econômicas e, se necessário, militares, algo que Trump não descarta publicamente.
Durante seu mandato anterior, Donald Trump já havia manifestado interesse em anexar a ilha, e ao voltar ao cargo, reforçou que controlar a Groenlândia é vital para enfrentar potenciais adversários no Ártico. Os Estados Unidos mantêm uma base militar na ilha focada na defesa antimísseis, que é crucial para o monitoramento de ameaças vindas do hemisfério norte.
O derretimento do gelo devido às mudanças climáticas está abrindo novas rotas marítimas na região, tornando o Ártico uma área importante para comércio e estratégia militar. Além disso, a Groenlândia possui vastas reservas de minerais raros essenciais para tecnologias modernas, incluindo baterias, aparelhos celulares e veículos elétricos, mercados atualmente dominados pela China. A ilha também tem potencial para reservas de petróleo e gás em sua plataforma continental.
Apesar da viabilidade militar e econômica dessa estratégia, uma ação direta para anexar a ilha enfrentaria fortes barreiras legais e políticas. A Groenlândia é uma região autônoma dentro do Reino da Dinamarca desde 1979, com poderes de realizar referendos sobre sua independência desde 2009. A política externa e a defesa continuam sob responsabilidade de Copenhague, e sua economia depende substancialmente dos subsídios dinamarqueses.
Uma intervenção militar americana violaria acordos internacionais, incluindo princípios da OTAN, e provocaria uma reação negativa em âmbito global. Mesmo assim, o governo dos EUA avalia seriamente seus planos para ampliar sua influência no Ártico, considerando a Groenlândia uma prioridade estratégica para o futuro próximo.
