O governo de Donald Trump apresentou uma proposta de orçamento de US$ 1,5 trilhão para o investimento em defesa no ano fiscal de 2027. A divulgação ocorreu na sexta-feira, 3 de abril, data em que o Irã anunciou a derrubada de dois caças dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A proposta visa aumentar os gastos militares dos Estados Unidos para o maior valor da história do país, representando um aumento de mais de 40% em relação ao orçamento atual, que já ultrapassa US$ 1 trilhão.
O governo do Irã ofereceu uma recompensa para quem localizar o segundo tripulante dos caças abatidos. Segundo a agência ISNA, o governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad anunciou o pagamento de 10 bilhões de tomans, cerca de US$ 76 mil, a quem entregar o que foi chamado de “piloto americano criminoso”.
A segunda derrubada aconteceu no fim da tarde, perto do Estreito de Ormuz, que é um ponto crucial para a crise do petróleo mundial.
O Exército do Irã afirmou que derrubou uma aeronave A-10 dos Estados Unidos, usada em missões de apoio aéreo próximo às tropas terrestres. Em comunicado, o Exército declarou que um avião A-10 foi interceptado e atacado pela rede integrada de defesa aérea do país nas águas do sul, próximas ao Estreito de Ormuz.
Declaração de Trump sobre os caças abatidos
O presidente Donald Trump minimizou o impacto da derrubada dos caças e afirmou que o episódio não muda o curso da guerra nem das negociações com o Irã. Em entrevista à emissora norte-americana NBC News, Trump foi direto ao declarar: “Não, de jeito nenhum. Não, é guerra. Estamos em guerra”.
Apesar dos acontecimentos, o presidente adotou um tom agressivo em suas declarações nas redes sociais, sugerindo que os Estados Unidos poderiam tomar o controle do petróleo na região. Ele mencionou também a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz, que é uma rota importante para o comércio global de energia.
Trump escreveu: “Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz, pegar o petróleo e fazer uma fortuna.”

