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sexta-feira, 29/08/2025

Trump propõe limitar vistos para estudantes e jornalistas nos EUA

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O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta que visa restringir o tempo de permanência de estudantes internacionais e jornalistas estrangeiros no país. A iniciativa busca controlar a imigração irregular e estabelecer limites rígidos para os vistos concedidos.

Segundo a proposta, os vistos do tipo F, destinados a estudantes, terão validade máxima de quatro anos. Já os vistos J, para visitantes em programas culturais e de intercâmbio, assim como os vistos I, para profissionais da imprensa, terão prazos de permanência mais curtos. Jornalistas estrangeiros poderão ficar até 240 dias, com possibilidade de extensão pelo mesmo período, exceto para jornalistas chineses, cujo limite será de apenas 90 dias.

Historicamente, os Estados Unidos concedem vistos que cobrem o período do curso ou missão jornalística, não ultrapassando 10 anos. Em 2023, havia 1,6 milhão de estudantes internacionais nos EUA, além de centenas de milhares de visitantes de intercâmbio e profissionais da imprensa.

O Departamento de Segurança Interna explicou que alguns estrangeiros estavam estendendo seus estudos indefinidamente para permanecer no país, o que considera um risco à segurança e um custo para a sociedade americana. Porém, os estudantes internacionais contribuíram com mais de 50 bilhões de dólares para a economia dos EUA em 2023.

Organizações acadêmicas manifestaram preocupações de que a medida possa prejudicar a competitividade das universidades norte-americanas, desestimulando talentos internacionais que poderiam impulsionar a pesquisa e a inovação no país.

Essa iniciativa ocorre em meio a um cenário em que as matrículas de estudantes estrangeiros têm caído devido a políticas anteriores do governo do presidente Donald Trump. Apesar disso, Trump mostrou interesse em aumentar o número de estudantes chineses, diferindo da postura de outros membros do governo relacionados à imigração estudantil.

Além disso, o governo suspendeu fundos federais para pesquisas em algumas universidades, justificando que essas instituições não combateram efetivamente o antissemitismo, enquanto o Congresso elevou impostos sobre doações a universidades privadas.

Essa política reflete tensões e desafios na interseção entre educação, imigração e segurança nacional nos Estados Unidos.

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