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domingo, 25/01/2026

Trump promete perdoar Netanyahu, ameaça Irã e ganha Prêmio Israel

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Na sua casa localizada na Flórida, nesta segunda-feira (29/12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações fortes na companhia do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante o quinto encontro dos dois desde que Trump retornou à Presidência há quase um ano.

Em meio a elogios mútuos, Trump indicou que Netanyahu pode ser beneficiado com um perdão presidencial em seu processo por corrupção e alertou sobre possíveis novos ataques ao Irã.

Falando sobre o julgamento que Netanyahu enfrenta, Trump mencionou ter conversado com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e expressou sua crença que o perdão está próximo. O gabinete de Herzog, entretanto, negou qualquer decisão tomada e afirmou que o assunto está ainda em análise, sem prazo definido.

Netanyahu descreveu o encontro com o republicano como “muito produtivo” e afirmou nunca ter tido um amigo como Trump na Casa Branca. Trump reconheceu que pode ser uma pessoa difícil, mas ressaltou que Israel talvez não existisse sem a liderança de Netanyahu após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Discurso forte contra o Irã

Trump afirmou que os EUA podem realizar novos ataques caso o Irã tente reconstruir seu programa nuclear ou incrementar sua capacidade de mísseis. Ele garantiu que, se for detectada qualquer atividade desse tipo, as consequências serão muito severas, talvez ainda mais que as ações anteriores.

O Irã, por outro lado, nega enriquecimento de urânio e mantém a disposição para negociações. Um assessor do líder supremo iraniano respondeu afirmando que qualquer agressão será seguida por uma resposta dura e que a capacidade balística do país é independente de autorização.

Discussões sobre o cessar-fogo em Gaza

Nos debates, também foi discutida a situação em Gaza. Trump afirmou o desejo de avançar para a segunda fase do cessar-fogo entre Israel e Hamas, mas reafirmou que o desarmamento do grupo palestino é essencial. O acordo, mediado pelos EUA, permanece delicado, com divergências entre Israel, países árabes e a administração americana.

Prêmio Israel para Trump

Em uma nota simbólica, o governo de Israel anunciou que Trump será agraciado com o Prêmio Israel, tradicionalmente dado a cidadãos israelenses por contribuições nas artes e ciências.

O ministro da Educação israelense, Yoav Kisch, destacou a novidade da decisão, sendo a primeira vez que o prêmio é conferido a um chefe de Estado estrangeiro, reconhecendo sua contribuição excepcional ao povo judeu.

Apesar da aparente proximidade pública, analistas indicam que existem diferenças entre Trump e Netanyahu em temas como o futuro da Cisjordânia, o papel da Turquia após o conflito em Gaza e a situação na Síria. Ainda assim, o apoio explícito do presidente americano pode fortalecer a posição política de Netanyahu, especialmente diante de pressões judiciais e eleitorais em Israel.

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