Após a deposição de Nicolás Maduro, a Venezuela enfrenta um impasse político sobre quem está no comando do país. Declarações tanto do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto da presidente interina, Delcy Rodríguez, revelam a disputa pela liderança efetiva da nação.
Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças norte-americanas e levados para julgamento em Nova York, acusados de liderar uma rede criminosa de narcotráfico por mais de duas décadas. Outras figuras do governo, como Diosdado Cabello e o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, também enfrentam acusações de narcoterrorismo e lavagem de dinheiro.
Em uma transmissão pela televisão estatal venezuelana, Delcy Rodríguez afirmou que o país é governado exclusivamente pelas autoridades venezuelanas, rejeitando qualquer interferência externa. Por outro lado, Donald Trump, em entrevista à NBC News, afirmou categoricamente que ele próprio controla a Venezuela, indicando que os Estados Unidos administram a situação até que uma transição oficial seja feita.
Segundo Trump, um grupo da alta cúpula americana, incluindo figuras como o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Defesa Pete Hegseth, está envolvido nas decisões referentes à Venezuela, cada um contribuindo com sua especialidade ao processo.
No âmbito constitucional venezuelano, com a captura de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência, mantendo o respaldo do Tribunal Supremo de Justiça e das Forças Armadas. Isso lhe confere suporte institucional para governar, ao menos por enquanto.
Contudo, a posição americana apresenta contradições. Enquanto Trump afirma o comando sobre a Venezuela, representantes dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU) negam agressão militar ou ocupação do país, destacando que a ação contra Maduro foi jurídica.
Apesar das divergências, Delcy Rodríguez tem cooperado com os Estados Unidos em um diálogo mediado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e Trump indicou que manterá sua postura desde que essa cooperação permaneça estável.
Assim, a Venezuela vive um momento delicado, com disputas pelo poder entre atores internos e externos, e um futuro político ainda incerto.
