20.5 C
Brasília
sexta-feira, 30/01/2026

Trump negocia acordo de 500 milhões com Harvard

Brasília
céu limpo
20.5 ° C
20.5 °
18.9 °
83 %
0.5kmh
0 %
sex
26 °
sáb
25 °
dom
25 °
seg
24 °
ter
21 °

Em Brasília

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (30/9) que a Casa Branca está próxima de fechar um acordo com a Universidade Harvard. Conforme informado, a universidade investiria cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) para apoiar escolas técnicas e programas de capacitação em setores como inteligência artificial, um movimento que o governo interpreta como uma forma de conciliação.

O anúncio foi feito no Salão Oval durante a assinatura de uma ordem executiva voltada à pesquisa sobre câncer pediátrico. Naquele momento, Trump perguntou à secretária de Educação, Linda E. McMahon, se o acordo estava praticamente definido. “Basta formalizar, certo?”, questionou. A secretária confirmou, e o presidente acrescentou: “Será excelente”.

Apesar da confiança, Trump admitiu que o acordo ainda precisa ser concluído. “Estamos muito perto. Linda está cuidando dos últimos detalhes, e eles pagariam aproximadamente US$ 500 milhões”, afirmou.

Até o momento, Harvard não confirmou a informação divulgada pelo presidente.

Reconciliação e investimento

Trump relacionou o possível acordo a um gesto de reconciliação com a universidade, que enfrenta desentendimentos com o governo federal. Para ele, um acordo representaria o “perdão dos erros cometidos por Harvard”.

“É um grande investimento em escolas técnicas, feito por pessoas muito capazes. E assim os erros são perdoados”, declarou.

Segundo o presidente, Harvard gerenciaria uma rede de instituições técnicas focadas em ensino de novas tecnologias. “Eles administrarão escolas técnicas e capacitarão pessoas no uso de IA e outras tecnologias avançadas, como motores e diversos outros temas”, afirmou.

Conflitos anteriores

Desde que retomou a presidência, Donald Trump tem intensificado a pressão contra a Universidade Harvard, criticando sua posição em relação aos protestos pró-Palestina, às políticas de diversidade e ao tratamento dado a estudantes judeus.

Como parte dessa pressão, o governo suspendeu bilhões de dólares em subsídios federais e contratos destinados à instituição.

Harvard contestou as medidas judicialmente. Em 3 de setembro, um juiz federal considerou que o governo agiu de forma ilegal ao cortar cerca de US$ 2,2 bilhões em financiamento para pesquisas, afirmando que as ações do governo ultrapassaram sua autoridade e afetaram a liberdade acadêmica da universidade.

No entanto, a pressão governamental persistiu, incluindo uma medida administrativa que poderia impedir Harvard de obter novos contratos e subsídios federais caso não atenda a certas exigências administrativas.

Veja Também