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Trump não participará de audiência do impeachment no Congresso dos EUA

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O Comitê Judicial da Câmara deve iniciar a avaliação do tema na quarta-feira; republicanos parecem preparados para refutar tudo

Donald Trump: presidente alega que não exerceu nenhuma pressão sobre Kiev (Tom Brenner/Reuters)

Ao denunciar uma investigação “injusta”, a Casa Branca anunciou no domingo à noite que recusa o convite para participar em uma audiência no Congresso dos Estados Unidos que marca o início de uma nova fase no processo de destituição contra o presidente Donald Trump.

Após dois meses de investigação, a Câmara de Representantes – de maioria democrata – começa nesta semana o debate jurídico para determinar se as alegações contra o presidente são suficientemente graves para justificar uma acusação contra Trump e a abertura de um julgamento político.

O Comitê Judicial da Câmara deve iniciar a avaliação do tema na quarta-feira em uma audiência com especialistas constitucionais. Trump foi convidado a participar pessoalmente, por meio de seus advogados ou enviando perguntas escritas às testemunhas.

Mas a Casa Branca rejeitou o convite.

“Não podem esperar que participemos de maneira justa em uma audiência quando as testemunhas ainda devem ser designadas e enquanto continua sem ser explicado se o Comitê Judicial permitirá ao presidente um processo justo por meio de audiências adicionais”, escreveu o advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, em uma carta ao presidente do comitê, Jerry Nadler.

“Sob as atuais circunstâncias não pretendemos participar em sua audiência de quarta-feira. Mas se realmente decidirem fazer um processo justo no futuro, poderíamos avaliar participar”, completou.

Trump está no meio de uma tempestade política porque pediu à Ucrânia uma investigação sobre Joe Biden, um de seus potenciais adversários na eleição presidencial de 2020 e cujo filho integrou a diretoria de uma grande empresa de gás no país do leste europeu.

O presidente republicano afirma que estava em seu direito de apontar um possível caso de corrupção e alega que não exerceu nenhuma pressão sobre Kiev.

Mas a oposição democrata está convencida de que Trump abusou de seu poder para favorecer sua campanha de reeleição, especialmente ao bloquear uma ajuda militar de quase 400 milhões de dólares destinada a um país que está em guerra com a Rússia.

Durante dois meses, a Câmara de Representantes avançou na investigação. Embora a Casa Branca tenha se recusado a cooperar, o Congresso ouviu 15 depoimentos que apresentaram elementos comprometedores para o presidente.

“A questão é saber se constituem um ato de traição, corrupção ou outros crimes ou delitos graves”, afirmou a representante democrata Zoe Lofgren, ao citar os motivos para impeachment mencionados na Constituição dos Estados Unidos.

Depois de permanecer à margem da fase de investigação, Trump foi convidado a apresentar sua defesa durante a nova etapa do processo.

“O presidente deve decidir: pode usar a oportunidade de estar representado nas audiências ou pode parar de reclamar”, afirmou Nadler na semana passada.

O Comitê Judicial deve considerar ao menos quatro acusações ou artigos de impeachment: abuso de poder, corrupção, menosprezo ao Congresso e obstrução de justiça.

Os republicanos parecem preparados para refutar tudo. “Estejam preparados para um espetáculo sem substância”, declarou Doug Collins, o congressista responsável por liderar o contra-ataque.

Collins afirma que o presidente “não fez nada errado”.

Uma vez redigidos, os artigos de acusação seriam submetidos a uma votação na Câmara de Representantes, o que pode acontecer antes do Natal.

Levando em consideração a maioria democrata na Câmara, Trump tem grandes probabilidades de entrar para os livros de história como o terceiro presidente a ser acusado, depois de Andrew Johnson em 1868 e Bill Clinton em 1998, ambos depois exonerados. Richard Nixon renunciou antes da etapa definitiva do processo, em 1974.

O Senado seria o responsável por julgar em seguida do presidente, com a necessidade de maioria de dois terços para a destituição, o que parece bastante improvável. Os republicanos são maioria no Senado e, no momento, apoiam Trump em peso.

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Wuhan mostra ao mundo como as economias podem se recuperar

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Consumidores demoram a retornar, cautelosos e com hábitos como cozinhar em casa e fazer compras online persistindo após bloqueio de 76 dias

Pedestres usando máscaras protetoras passam por lojas em Wuhan, na China, 1º de maio de 2020. (Qilai Shen/Bloomberg)

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Lombriga é encontrada em amígdala de mulher com dor de garganta no Japão

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Divulgação/The American Society of Tropical Medicine and Hygiene

Uma mulher de 25 anos teve uma surpresa ao procurar ajuda médica por causa de uma dor de garganta no Japão. Ao ser examinada, os médicos encontraram uma lombriga com 4 cm de comprimento que estava em uma das amígdalas da jovem. O animal permaneceu vivo ainda após a retirada.

O relato foi feito na edição de julho do jornal da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene. O caso aconteceu no Hospital Internacional St. Luke’s, em Tóquio.

Segundo o relato, a mulher chegou ao hospital reclamando de sintomas de gripe, com uma sensação de desconforto na garganta. A lombriga estava alojada dentro da amígdala da jovem e precisou de uma pinça para ser retirada. Após o procedimento, a mulher apresentou rápida melhora.

Os médicos identificaram o verme de cor preta como uma lombriga. O animal é um verme e um dos parasitas que podem ser encontrados em pessoas que comem peixe ou outro tipo de carne crua.

A jovem confirmou aos médicos que, dias antes de sentir o incômodo na garganta, tinha comido sashimi, um prato japonês com peixes e frutos do mar crus.

Os autores da publicação disseram que casos do tipo são cada vez mais comuns no mundo. O motivo é o consumo crescente de pratos japoneses como o sashimi e também o sushi.

 

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EUA rejeita reivindicações sobre Mar do Sul da China e agrava tensão

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Os EUA enviam navios de guerra com frequência para Mar do Sul da China para demonstrar apoio à liberdade de navegação no local

Porta-aviões norte-americano USS Nimitz é reabastecido no Mar do Sul da China 07/07/2020 Marinha dos Estados Unidos (Christopher Bosch/Reuters)

Os Estados Unidos rejeitaram na segunda-feira as reivindicações da China sobre recursos marítimos na maior parte do Mar do Sul da China, o que levou Pequim a criticar os EUA e dizer que a posição norte-americana aumenta a tensão na região e ainda sublinhou um relacionamento cada vez mais exasperado.

A China não ofereceu nenhuma base legal coerente para suas ambições no Mar do Sul da China, e há anos vem intimidando outros países do litoral do sudeste asiático, disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em um comunicado.

“Estamos deixando claro: as reivindicações de Pequim sobre recursos marítimos na maior parte do Mar do Sul da China são completamente ilegais, como é sua campanha de assédio para controlá-los”, disse Pompeo, crítico destacado da China no governo Trump.

Há tempos os EUA se opõem às reivindicações chinesas de expansão territorial no Mar do Sul da China, e com frequência enviam navios de guerra à rota marítima estratégica para demonstrar apoio à liberdade de navegação no local – mas os comentários de segunda-feira refletiram um tom mais duro.

O mundo não permitirá que Pequim trate o Mar do Sul da China como seu império marítimo”, disse Pompeo.

O comunicado dos EUA apoia uma decisão tomada quatro anos atrás em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que invalidou a maioria das reivindicações chinesas de direitos marítimos no Mar do Sul da China. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, repudiou a rejeição norte-americana da pretensão chinesa.

“Ela atiça intencionalmente uma polêmica a respeito das reivindicações de soberania marítima, destrói a paz e a estabilidade regionais e é um ato irresponsável”, disse ele em uma coletiva de imprensa de rotina.

“Os EUA enviaram repetidamente grandes frotas de aviões e navios militares sofisticados ao Mar do Sul da China… os EUA são os encrenqueiros e destruidores da paz e da estabilidade regionais.”

A China reclama 90% do mar potencialmente rico em recursos energéticos, mas Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã também reivindicam partes dele.

Cerca de 3 trilhões de dólares de mercadorias atravessam a rota marítima todos os anos. A China construiu bases em atóis da região, mas diz que suas intenções são pacíficas.

Analistas disseram que seria importante ver se outros países adotam a postura dos EUA e o que Washington pode fazer –se é que fará algo– para fortalecer sua posição e impedir que Pequim crie “fatos nas águas” para reforçar suas reivindicações.

 

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Universidade da Rússia diz ter terminado teste de vacina contra covid-19

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Segundo a OMS, vacina está na fase 1 de testes; somente 2 estão na fase final, sendo elas a da AstraZeneca com a Universidade de Oxford e a chinesa Sinovac

Coronavírus: Rússia é o quarto país mais afetado pela doença (Gavriil GrigorovTASS/Getty Images)

Os testes clínicos de uma vacina que está sendo desenvolvida na Rússia contra o novo coronavírus foram concluídos, segundo a Universidade de Sechenov. Neste domingo (12), a chefe da pesquisa, Elena Smolyarchuk, afirmou à agência de notícias russa TASS que a pesquisa mostrou que a vacina é efetiva contra a doença. Apesar disso, a vacina, que é desenvolvida pelo Gamaleya Institute, consta na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como em “fase 1 de testes”.

Para uma vacina ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de suas vacinas em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina produz sim imunidade contra um vírus, já a fase 3 é última fase do estudo, tenta demonstrar a eficácia da vacina. Para que uma vacina seja finalmente disponibilizada para a população, é necessário que essa fase seja finalizada e que a proteção receba um registo sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina é disponibilizada para a população.

“A pesquisa foi concluída e mostrou que a vacina é segura. Os voluntários serão liberados nos dias 15 e 20 de julho”, disse Smolyarchuk. Apesar da alta, os voluntários seguirão sendo monitorados por seis meses para checar os efeitos da proteção.

Segundo o jornal russo Moscow Times, a intenção da Rússia é que a vacina já comece a ser distribuída em agosto.

De tal forma, é provável que a vacina da Rússia não seja distribúida já em agosto, por estar somente na fase 1 de testes, de acordo com a OMS.

Os testes clínicos começaram com 38 voluntários pagos no começo de junho, quando, também, os militares russos iniciaram uma testagem paralela da mesma vacina, sem divulgar os números exatos de pessoas que foram testadas. No ínicio deste mês, Smolyarchuk afirmou que os pacientes que receberam uma dose da medicação tiveram efeitos colaterais como dor de cabeça e temperatura alta — resolvidos em 24 horas, segundo ela.

A Rússia é o quarto país mais afetado pela covid-19 no mundo, segundo o monitoramento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Por lá são 732.547 infectados e 11.422 mortes.

Segundo a OMS, atualmente 158 vacinas estão sendo criadas e outras 23 já estão em fases de testes clínicos. De todas elas, apenas duas estão na última fase de testes, sendo elas a versão da AstraZeneca com a Universidade de Oxford e a chinesa Sinovac.

Nunca antes foi feito um esforço tão grande para a produção de uma vacina em um prazo tão curto — algumas empresas prometem que até o final do ano ou no máximo no ínicio de 2021 já serão capazes de entregá-la para os países. A vacina do Ebola, considerada uma das mais rápidas em termos de produção, demorou cinco anos para ficar pronta e foi aprovada para uso nos Estados Unidos, por exemplo, somente no ano passado.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. Para a covid-19, as farmacêuticas e companhias em geral estão literalmente correndo atrás de uma solução rápida.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

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Farmacêuticas dos EUA querem iniciar fabricação de vacina em setembro

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Governo Trump ajudou a financiar o desenvolvimento de quatro vacinas contra a covid-19 até agora

Covid-19: companhias farmacêuticas em parceria com o governo dos Estados Unidos estão a caminho de fabricar ativamente a vacina até o final do verão do hemisfério norte (Dado Ruvic/Reuters)

Companhias farmacêuticas em parceria com o governo dos Estados Unidos estão a caminho de fabricar ativamente a vacina para a Covid-19 até o final do verão do hemisfério norte, disse uma autoridade do governo nesta segunda-feira.

“Se você disser quando literalmente os materiais da vacina estarão em produção e manufatura, será daqui provavelmente quatro ou seis semanas, mas estaremos fabricando ativamente até o final do verão”, disse a autoridade, que não quis ser identificada.

Ele acrescentou que o governo já está trabalhando com empresas para equipar e aparelhar instalações de fabricação e para adquirir materiais brutos.

O governo Trump ajudou a financiar o desenvolvimento de quatro vacinas para a Covid-19 até agora através do Programa Operação Velocidade de Dobra, que tem como objetivo produzir 300 milhões de doses da vacina até o final de 2021.

O governo norte-americano ofereceu outorgas de centenas de milhões de dólares até 1 bilhão de dólares para a Johnson & Johnson, a Moderna Inc, a AstraZeneca Plc e a Novovax Inc.

Também foi assinado um contrato de 450 milhões de dólares no início do mês com a Regeneron Pharmaceuticals Inc para ajudar a fornecer tratamentos para pacientes que estão doentes com o vírus.

Testes clínicos para terapias podem produzir resultados em questão de semanas, tornando possível a produção de centenas de milhares de doses até o outono, afirmou a autoridade do governo.

 

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Google, Microsoft e Facebook se juntam contra nova regra de vistos dos EUA

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Novas regras do governo Trump barram a entrada de alunos se as respectivas instituições de ensino realizarem aulas exclusivamente online durante a pandemia

Aeroporto: há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA (Kate Munsch/Reuters)

Estudantes estrangeiros já foram impedidos de ingressar nos Estados Unidos devido às novas regras do governo Trump que barram a entrada de alunos no país se as respectivas instituições de ensino realizarem aulas exclusivamente online durante a pandemia de coronavírus, de acordo como um documento judicial registrado no domingo.

O documento assinado por dezenas de universidades e faculdades foi apresentado em apoio a uma ação civil da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que tenta derrubar as novas regras de imigração emitidas no dia 6 de julho, que pegaram instituições acadêmicas de todo o país de surpresa.

O texto afirma que as autoridades imigratórias “já estão impedindo que estudantes em retorno reentrem no país” e citou o caso de um aluno da Universidade DePaul que voltava da Coreia do Sul e foi barrado no Aeroporto Internacional de San Francisco.

A Universidade DePaul não quis liberar o aluno para conceder entrevista. Um porta-voz da Agência de Proteção da Alfândega e da Fronteira dos EUA não comentou sobre os estudantes cujo ingresso está sendo negado em respeito às novas regras.

O comunicado foi somente um de uma série de documentos apresentados por várias associações comerciais, sindicatos trabalhistas e empresas de tecnologia, como Google, Microsoft, Facebook e Twitter, para apoiar a ação civil. Estes foram seguidos por mais de duas dúzias de cidades grandes e pequenas e condados que repudiaram a regra do governo Trump.

Há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA, e muitas escolas dependem da renda destes, que muitas vezes pagam mensalidades integrais.

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

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