Trump envia agentes federais a Minneapolis após protestos
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou o envio de centenas de agentes federais para Minneapolis, estado de Minnesota, diante dos protestos desencadeados após a morte de uma mulher pelas mãos de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, confirmou em entrevista que aproximadamente dois mil policiais já estão em atuação na região, sendo essa a maior mobilização do departamento até o momento.
Segundo Noem, os agentes foram deslocados para garantir que os agentes do ICE e da Patrulha da Fronteira possam desempenhar suas funções com segurança.
Os protestos contra a política anti-imigração do presidente Donald Trump também se espalharam por outras cidades, incluindo Los Angeles, Portland, Washington, D.C. e Nova York, motivados pela morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, na última quarta-feira.
Contexto do incidente
Renee Good estava dirigindo um SUV quando agentes do ICE tentaram abrir a porta do veículo. Durante a abordagem, o carro se movimentou e agentes dispararam tiros. O veículo acabou colidindo contra um poste. Renee era poeta, escritora, guitarrista, mãe e residia em Minneapolis com sua companheira.
O ICE afirmou que o agente que disparou agiu em legítima defesa, mas autoridades locais contestam essa versão. O prefeito Jacob Frey qualificou a defesa dos agentes como uma grande mentira e acusa-os de tentar justificar a ação como legítima defesa.
Investigações
O Departamento de Investigação de Minnesota decidiu iniciar uma apuração independente do caso, após o FBI excluir o órgão das investigações. A exclusão incluiu acesso ao processo, evidências da cena e depoimentos, o que causou estranheza, sobretudo devido à cooperação anterior entre estado e governo federal nas investigações relacionadas à morte de George Floyd.
Este episódio se insere no contexto das políticas migratórias mais rigorosas estabelecidas desde o retorno de Donald Trump à presidência em janeiro de 2025, que resultaram em aumento das detenções e deportações em vários estados, refletindo-se em um maior número de operações de fiscalização.
