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segunda-feira, 06/04/2026

Trump dá prazo para Irã reabrir Estreito de Ormuz

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O presidente Donald Trump estabeleceu um prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado. O prazo, que termina entre segunda (6/4) e terça-feira (7/7), ameaça ataques às infraestruturas do país persa caso a situação não seja resolvida.

O conflito no Oriente Médio continua sem avanços significativos. Donald Trump convocou uma reunião com chefes militares na Casa Branca para discutir a situação na região e fez uma declaração à imprensa no Salão Oval.

Contexto do conflito

  • Desde 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos, Israel e o Irã estão em guerra.
  • Os ataques iniciais de Washington e Tel Aviv tinham como objetivo impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear pelo país persa e desmantelar suas capacidades militares.
  • Como retaliação, o Irã passou a atacar bases norte-americanas no Oriente Médio e bloqueou o Estreito de Ormuz, impondo pedágios para navios que transitam pela região.
  • Navios dos EUA, Israel e aliados continuam proibidos de navegar na área, enquanto embarcações que transportam ajuda humanitária e navios do Iraque receberam autorização para passar sem custos.
  • Essa situação gerou alta nos preços do petróleo, com o barril tipo brent chegando a superar os US$ 100.
  • Os EUA tentaram mediar um acordo de paz com o Irã, com o Paquistão atuando como intermediário, mas a proposta foi recusada por autoridades iranianas.

No final de março, Donald Trump suspendeu temporariamente ataques contra instalações vitais do Irã, como usinas de dessalinização e energia, justificando a decisão por negociações que avançavam positivamente.

Por outro lado, o Irã não recuou, intensificando ameaças de retaliação contra posições americanas no Oriente Médio. O general Ali Abdullahí, chefe das Forças Armadas do país, declarou que em caso de ataque dos EUA, todas as infraestruturas usadas pelos militares americanos e pelo que chamou de ‘regime sionista’ serão alvo de ataques contínuos e destrutivos.

Reações e posições internacionais

Apesar da pressão dos EUA, seus aliados europeus não concordaram com medidas militares para proteger o Estreito. Países afetados pelo aumento dos preços do petróleo preferem buscar soluções diplomáticas.

Mais de 40 países prometeram, junto à ONU e à Organização Marítima Internacional, aplicar sanções econômicas ao Irã caso o bloqueio ao Estreito se mantenha, mas até o momento nenhuma ação concreta foi tomada.

Donald Trump fez declarações contraditórias, em algumas ocasiões afirmando que os EUA não dependem do petróleo do Estreito e em outras exigindo que países dependentes assumam a responsabilidade de proteção da passagem.

Em publicações recentes, o presidente americano ameaçou retomar os ataques, dizendo que terça-feira seria um dia decisivo para o Irã, com possível ataque a usinas e pontes, pedindo que o Estreito seja aberto sob forte ameaça.

Até o momento, não está claro se os ataques irão ocorrer ou se mais um adiamento será anunciado.

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