Durante uma das suas coletivas de imprensa improvisadas na porta da cabine oficial do avião presidencial Air Force One, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu insultos a uma repórter da Bloomberg, agência de notícias sediada em Nova York, chamando-a de “porquinha” após pedir que ela ficasse em silêncio.
O episódio ocorreu na última sexta-feira, enquanto ambos viajavam rumo à Flórida, e foi divulgado pelo próprio canal oficial da Casa Branca no YouTube.
A repórter Catherine Lucey questionou o presidente sobre seu suposto envolvimento no escândalo sexual envolvendo Jeffrey Epstein ao perguntar: “Se não há provas nos documentos, senhor, por que não toma providências?”
Conforme reportado pelo Telegraph, Trump voltou a interagir com jornalistas na pista do aeroporto de West Palm Beach, onde Lucey voltou a ser alvejados por críticas. Desta vez, questionou se apresentadores como Tucker Carlson deveriam permitir a participação de supremacistas brancos, como o influenciador Nick Fuentes.
Em resposta, Trump sugeriu que a Bloomberg demitisse a jornalista, dizendo: “Posso terminar? Você é a pior. Trabalha para a Bloomberg, não é? Não entendo por que eles ainda te mantêm.”
Apesar de protestos de organizações internacionais e jornalistas renomados contra a postura do presidente, nem a repórter, nem a Bloomberg, nem a Casa Branca se pronunciaram até o momento.
Análise do dossiê Epstein entra em vigor
A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta terça-feira um projeto que pode obrigar o Departamento de Justiça a liberar integralmente o dossiê Epstein. O projeto seguiu para análise do Senado.
Em uma reviravolta surpreendente, o presidente americano manifestou apoio à tramitação no Congresso para divulgar documentos confidenciais relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, apenas dois dias após o ocorrido com a repórter.
O anúncio ocorreu após a divulgação de e-mails antigos que indicam que o presidente teria conhecimento sobre práticas ilegais. Em uma das mensagens, sugere-se que Trump, que era amigo de Epstein, teria passado horas na residência do acusado na companhia de uma menor envolvida na rede de tráfico sexual.
