O presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu um convite formal para integrar o Conselho da Paz, um órgão criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para supervisionar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza após anos de conflito com o Hamas. A confirmação foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Segundo Peskov, Putin recebeu o convite através de canais diplomáticos, e o governo russo está avaliando a proposta, aguardando mais detalhes dos Estados Unidos antes de tomar uma decisão.
O Conselho da Paz é parte central do plano de Trump para encerrar o conflito em Gaza, dividido em duas fases. A primeira fase contemplava a libertação de reféns israelenses, retirada parcial das tropas de Israel, desarmamento dos grupos armados palestinos e a criação de uma administração externa interina na região.
A segunda fase, já iniciada, prevê a formação de estruturas permanentes de governança, incluindo o Conselho da Paz, que será presidido por Donald Trump e incluirá nomes como o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro do presidente, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o investidor Mark Rowan, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o vice-conselheiro de segurança nacional Robert Gabriel.
Além da Rússia, outros países receberam convites para participar do conselho, como a Bielorrússia, cujo presidente Alexander Lukashenko também foi convidado. O governo bielorrusso demonstrou interesse em contribuir para a construção da paz duradoura na região.
O órgão deverá reunir inicialmente líderes de cerca de 15 países, selecionados pelo presidente Trump, e convites foram enviados a quase 60 nações, incluindo Brasil, Argentina, Alemanha, Índia, Hungria, Turquia, Catar e Polônia. A permanência dos países no conselho será de até três anos, com a possibilidade de adesão permanente mediante pagamento de uma taxa.
