O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, relatou como foi sua última conversa com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Na madrugada deste sábado (3/1), os Estados Unidos realizaram um ataque na Venezuela, capturando o líder chavista e sua esposa, Cilia Flores, removendo-os do território venezuelano.
Maduro está sendo levado a bordo do USS Iwo Jima rumo a Nova York, onde enfrentará julgamento em uma Corte por acusações de “narcoterrorismo”.
Em uma coletiva de imprensa no mesmo dia da captura, Trump revelou que fez um pedido durante a conversa com Maduro. “Não vou entrar nos detalhes, mas conversei com eles e disse ‘você precisa se render’. Acredito que ele esteve muito próximo de aceitar, e agora imagino que ele gostaria de ter feito isso”, afirmou o presidente dos EUA.
Trump também confidenciou que o governo americano agora está controlando as reservas petrolíferas da Venezuela. “Conseguimos apreender o petróleo venezuelano para trazer para os Estados Unidos porque eles roubaram bilhões de dólares desse recurso”, declarou o líder americano.
Segundo Trump, os Estados Unidos foram responsáveis por desenvolver a indústria do petróleo na Venezuela, enquanto o governo de Maduro teria usado os lucros dessa venda para financiar conflitos a milhares de quilômetros de distância. “Este foi um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país, talvez o maior”, destacou.
Trump ressaltou que foi o único presidente dos EUA a enfrentar diretamente o “cartel venezuelano”, considerando a captura de Maduro e a apreensão do petróleo como a operação militar mais bem-sucedida desde a Segunda Guerra Mundial.
“Além disso, o embargo ao petróleo venezuelano permanece totalmente ativo. O exército dos EUA está posicionado e todas as opções militares estão disponíveis. A imensa estrutura petrolífera foi tomada, e os americanos nunca permitirão que forças estrangeiras prejudiquem nosso povo”, reafirmou o presidente.
Conflito entre EUA e Venezuela
Na data mencionada, os Estados Unidos atacaram diversas áreas da Venezuela. Donald Trump declarou a captura do presidente Nicolás Maduro. A Embaixada americana em Bogotá alertou seus cidadãos para que evitassem viajar à Venezuela e se mantivessem longe de suas fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana.
Desde o início da ofensiva militar sob a justificativa de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões aumentaram consideravelmente na região. Maduro tornou-se o principal alvo das ameaças do governo dos EUA, visto que é acusado de liderar o Cartel de los Soles, uma organização recentemente classificada pelos EUA como terrorista internacional.
