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Mundo

Trump confirma cessar-fogo entre Israel e Irã após confrontos

Foto: JACK GUEZ / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na manhã desta terça-feira (24) que o cessar-fogo entre Israel e o Irã permanece válido após os recentes ataques entre as duas nações durante o conflito no Oriente Médio, já em seu 12º dia.

“Israel não lançará ofensivas contra o Irã. Todas as aeronaves retornarão enquanto fazem um sinal amigável em direção ao Irã. Nenhum ferimento ocorrerá, o cessar-fogo está ativo”, declarou Trump através de uma rede social.

Autoridades iranianas comemoram um resultado favorável, afirmando que Tel Aviv teve que solicitar aos Estados Unidos uma trégua.

Ambos os países permanecem em alerta, monitorando atentamente qualquer ato hostil para responder prontamente.

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Apesar do anúncio feito por Trump, os combates continuaram após o comunicado, com o Irã inicialmente negando concordância com os termos, mas agora indicando suspensão das operações bélicas.

De acordo com informações do governo iraniano, Israel lançou ataques na noite da última segunda-feira, resultando na morte de diversos cidadãos em ações consideradas brutais.

A Guarda Revolucionária do Irã respondeu com a 22ª fase de ataques com mísseis, totalizando 14 projéteis contra bases militares e pontos estratégicos no território israelense.

Por sua vez, a Força de Defesa de Israel afirmou ter interceptado a maioria dos mísseis, contudo reconheceu que alguns atingiram a cidade de Berseba, causando quatro fatalidades. Imagens divulgadas mostram destruição significativa em um edifício e operações de resgate em andamento.

Além disso, o exército israelense confirmou que realizou ataques à noite contra alvos no Irã, atingindo dezenas de instalações militares em Teerã e empregando mais de 100 munições, causando danos substanciais em estruturas de produção militar.

O governo iraniano informou que dois líderes da milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária, faleceram nos ataques: Mohammad Taqi Yousefvand e o general Meysam Rezvanpour.

O ministro da Defesa israelense, Israel Kartz, declarou que instruiu respostas contundentes caso o cessar-fogo seja infringido pelo Irã, acusando o país de violar o acordo.

Trump apontou que ambos os lados transgrediram a trégua inicialmente proposta, que previa a suspensão iraniana dos ataques antes que Israel cessasse os bombardeios em Teerã.

O chefe das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que não houve aceitação formal do cessar-fogo, porém indicou que, caso Israel interrompa a agressão até as 4h no horário local, o Irã não continuará com suas respostas militares, deixando a decisão final para um momento posterior.

Contexto do conflito

Israel acusa o Irã de estar desenvolvendo armas nucleares, fato que motivou um ataque surpresa israelense em 13 de abril, ampliando os confrontos na região.

Em 21 de abril, os Estados Unidos atacaram três instalações nucleares iranianas localizadas em Fordow, Natanz e Esfahan.

O governo iraniano afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que negociava com os EUA para garantir o respeito ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual é membro.

A Agência Internacional de Energia Atômica acusa o Irã de não cumprir completamente suas obrigações, embora não apresente provas de que esteja construindo uma bomba atômica.

Irã critica a agência, alegando ação política conduzida por potências ocidentais que apoiam Israel.

Em março, a inteligência dos Estados Unidos informou não haver evidências de que o Irã desenvolvesse armas nucleares, informação que suscita dúvidas atualmente, inclusive do próprio Donald Trump.

Embora Israel negue a existência de armas nucleares em Teerã, documentos históricos indicam um programa nuclear secreto ativo desde os anos 1950, com desenvolvimento de dezenas de ogivas atômicas.

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