O governo do presidente Donald Trump aprovou recentemente a venda de armamentos para Israel no valor de US$ 151,8 milhões sem passar pelo aval do Congresso dos Estados Unidos.
A autorização foi concedida com base em poderes emergenciais, permitindo ao Executivo dispensar o processo tradicional de revisão parlamentar. O pacote inclui 12 mil bombas do modelo BLU-110A/B, pesando aproximadamente 453 quilos cada, além de serviços de engenharia, logística e suporte técnico.
De acordo com o comunicado do Departamento de Estado, a situação emergencial justifica a entrega imediata dos equipamentos ao governo israelense, evitando a análise prevista na Lei de Controle de Exportação de Armas. A empresa contratada para fornecer o armamento é a Repkon USA, sediada em Garland, Texas, e parte das bombas provém de estoques militares existentes nos Estados Unidos.
Essa decisão ocorre em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, especialmente após ataques conjuntos feitos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que causaram múltiplas vítimas, incluindo figuras importantes do regime iraniano. As reações incluem contra-ataques iranianos com impactos diretos em forças americanas na região.
Internamente, a decisão gerou críticas no Congresso norte-americano, onde um número recorde de senadores democratas tentou bloquear a venda, citando preocupações humanitárias e o aumento das mortes civis no conflito entre Israel e a Palestina. A proposta, entretanto, não foi aprovada, permitindo a continuidade dos fornecimentos militares.
