ISABELLA MENON
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta sexta-feira (20) que vai aplicar uma nova tarifa de 10% para todos os países, depois que a Suprema Corte derrubou as tarifas anteriores. Essa nova taxa vai valer a partir de terça-feira (24).
Essa medida está baseada na Seção 122, criada em 1974, que permite cobrar tarifas por problemas relacionados a pagamentos internacionais. Essas tarifas podem durar no máximo 150 dias, e o governo dos EUA disse que vai manter essa taxa durante todo esse período.
Itens como carne bovina, tomates e laranjas ficarão livres dessa tarifa. Também não serão taxados produtos considerados importantes ou essenciais, como minerais críticos, energia, fertilizantes, remédios, eletrônicos, carros, produtos aeroespaciais, livros e bens do Canadá e México que seguem o acordo comercial USMCA entre os três países.
Produtos já sujeitos a outras tarifas e alguns tecidos importados da América Central também foram excluídos dessa nova taxa.
Além disso, nesta sexta, Trump ordenou que o escritório do representante comercial dos EUA amplie investigações contra práticas comerciais que sejam injustas ou discriminatórias.
O governo americano pode retaliar países com tarifas ou outras medidas quando acha que o comércio dos EUA está sendo prejudicado de forma injusta.
Desde julho do ano passado, o Brasil está sendo investigado pelos EUA por possíveis práticas comerciais desleais. O governo americano quer analisar se as políticas brasileiras são injustas ou prejudicam o comércio americano. Nesta sexta, o escritório comercial dos EUA disse que vai continuar investigando Brasil e China.
Também foram anunciadas futuras investigações, mas os países alvo não foram divulgados. Esses processos vão tramitar rápido e podem resultar em novas tarifas.
Na nota oficial, o órgão americano criticou a decisão da Suprema Corte e destacou que a medida em que Trump se baseou para aplicar as tarifas tem sido importante para combater crises como a do fentanil, a imigração e o déficit comercial.

