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terça-feira, 13/01/2026

Trump ameaçou cinco países após ataque à Venezuela

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Após o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela em 3 de janeiro, o presidente Donald Trump adotou uma postura mais hostil em relação a países como Cuba, México, Colômbia, Irã e a ilha da Groenlândia, território da Dinamarca. As ameaças de intervenções estrangeiras ampliaram a tensão diplomática global, aumentando o receio de novos conflitos armados pelo mundo.

O ano de 2026 começou com um ataque em Caracas, que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. Inicialmente justificada como uma luta contra o tráfico de drogas, a ação dos EUA visou também controlar as vastas reservas petrolíferas venezuelanas, as maiores do mundo, conforme declarou Trump logo após o ataque.

Cuba

Destacada pelo embargo dos EUA desde os anos 1960, Cuba voltou a ser alvo do discurso de Trump. Ele advertiu que o país precisa fazer um acordo com Washington para continuar recebendo petróleo e recursos financeiros, pois, segundo ele, agora a Venezuela está protegida pelas forças armadas dos EUA e não haverá mais apoio para Cuba.

Trump também manifestou seu apoio à ideia de que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que tem ascendência cubana, assuma um papel de liderança em Cuba, afirmando que tal perspectiva lhe parece ótima.

México

O presidente norte-americano ameaçou realizar operações terrestres no México contra os cartéis de drogas, acusando-os de controlar o país e causar milhares de mortes nos Estados Unidos.

Por sua vez, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, destacou que manteve uma conversa produtiva com Trump, na qual o respeito à soberania do México foi confirmado, e descartou qualquer intervenção ilegal americana em seu país.

Colômbia

A Colômbia tornou-se o foco principal de Trump após o ataque em Caracas. Ele criticou duramente o presidente colombiano, Gustavo Petro, acusando-o de facilitar o tráfico de cocaína para os Estados Unidos. Apesar da tensão verbal, os líderes conversaram por telefone e iniciaram preparativos para uma reunião na Casa Branca.

Groenlândia

Trump reforçou sua intenção de anexar a Groenlândia, mesmo que isso provoque descontentamento do território ou da Dinamarca. Ele mencionou a possibilidade de comprar a ilha ou utilizar força militar para garantir o controle, destacando a importância estratégica da região.

O governo da Groenlândia reafirmou seu compromisso com a Otan para a defesa da região, enquanto a primeira-ministra da Dinamarca alertou que qualquer ataque poderia provocar o fim da aliança.

Irã

Em meio a uma crise interna no Irã, marcada por protestos e repressão, Trump ameaçou intervenção caso haja mortes violentas de manifestantes. Além disso, anunciou sanções econômicas que impõem uma tarifa de 25% sobre transações comerciais dos EUA com países que negociem com o Irã, reforçando a pressão sobre Teerã.

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