O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (2/11) no Lincoln Memorial, em Washington, para transmitir sua mensagem final antes das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms. A fala ocorreu na véspera da votação, marcada para terça-feira (3/11), quando os norte-americanos escolherão seus representantes no Congresso.
Em seu discurso, Trump voltou a criticar o Partido Democrata, afirmando que essas eleições são as mais importantes para a vida dos americanos. Segundo ele, o partido democrata reúne os candidatos mais perigosos da história do país, comprometidos com uma agenda radical que inclui fronteiras abertas, aumento de impostos, restrição ao porte de armas, aumento nos custos de energia e abertura das portas para grande fluxo de imigrantes.
O presidente busca motivar os eleitores republicanos a manter a maioria do partido nas duas Casas legislativas, em uma disputa que pode determinar o rumo do restante de seu mandato. O pronunciamento no Lincoln Memorial foi seu último grande apelo público antes do pleito. No domingo (1º/11), Trump realizou um comício final em Salina, Kansas, encerrando uma maratona de 28 eventos eleitorais para fortalecer a base e seus candidatos.
Durante o comício, Trump incentivou seus apoiadores a votar como se ele estivesse disputando diretamente e reconheceu a dificuldade histórica dos republicanos em eleições de meio de mandato, nas quais o partido no comando da presidência costuma perder cadeiras no Congresso.
Essa ofensiva acontece em um momento em que a popularidade do presidente está desgastada. Pesquisa da NBC News, divulgada no domingo, mostrou que apenas 40% dos eleitores aprovam sua atuação, enquanto 60% desaprovam. A rejeição está no nível mais alto registrado pela emissora durante os mandatos de Trump. O levantamento também apontou vantagem para os democratas na preferência popular para o controle do Congresso, com 52% dos entrevistados favorecendo o Partido Democrata contra 45% para os republicanos.
Insatisfação com o custo de vida, economia, tarifas comerciais e os impactos do conflito com o Irã são fatores que pressionam a Casa Branca às vésperas da votação. O resultado das eleições afeta diretamente a capacidade do governo de Trump de aprovar projetos e implementar políticas públicas até o fim do mandato, em janeiro de 2029.
Nas eleições midterms, serão renovadas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Os eleitos tomarão posse em janeiro de 2027 na 120ª legislatura do Congresso. Os republicanos atualmente têm uma margem estreita em ambas as Casas, e para conquistar a maioria na Câmara é necessário alcançar pelo menos 218 cadeiras.
Embora Trump não dispute cargos nessas eleições, o resultado pode fortalecer ou enfraquecer sua agenda presidencial e sua capacidade de governar nos próximos anos.

