O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3/1) que acompanhou em tempo real a operação que levou à prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores. Trump assistiu à ação em uma sala de seu clube privado Mar-a-Lago, rodeado por generais do Exército, e descreveu a missão como um evento marcado por precisão e rapidez.
Trump explicou que a operação envolveu a violação de portas de aço e uma movimentação veloz das forças armadas americanas. “Nós assistimos a tudo de uma sala. Estávamos cercados por várias pessoas, inclusive generais, e eles tinham pleno conhecimento do que ocorria. Foi algo muito complexo, muito complicado”, afirmou em entrevista por telefone à Fox News.
“Eles simplesmente invadiram, entraram em locais onde não era permitido, arrombaram portas de aço projetadas para resistir e eliminaram os alvos em poucos segundos. Nunca presenciei algo assim”, completou.
Trump também ressaltou o apoio aéreo na missão, dizendo que os Estados Unidos mobilizaram um “grande número” de aeronaves, incluindo helicópteros e caças. “Militares de carreira me disseram que nenhum outro país no mundo é capaz de realizar uma manobra como essa. Se vocês tivessem visto o que aconteceu, eu vi literalmente, como se estivesse assistindo a um programa de televisão”, declarou.
O republicano confirmou que Maduro e sua esposa estão a bordo do navio USS Iwo Jima, em direção a Nova York. “Eles vão para Nova York. Os helicópteros os transportaram de lá e realizaram um voo tranquilo — tenho certeza que apreciaram. Mas eles causaram muitas mortes, não se esqueçam disso”, disse.
Ao ser questionado sobre as opções dadas a Maduro antes da captura, Trump revelou: “Basicamente, eu disse que ele precisava desistir. Tinha que se render.”
Sobre os passos seguintes na Venezuela, Trump afirmou que sua administração está decidindo como gerenciar o país. “Estamos avaliando isso agora. Não podemos arriscar que outra pessoa assuma o controle e continue com o que ele deixou. Estaremos muito envolvidos nisso e queremos promover a liberdade para o povo.”
O líder americano destacou ainda que o povo venezuelano estaria satisfeito com a prisão de Maduro, observando que o país, sob o regime chavista, era governado por uma ditadura. “As pessoas estão muito contentes porque apoiam os Estados Unidos. O país sob o governo de Maduro era uma ditadura.”
