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quinta-feira, 08/01/2026

Trump 2.0 traz maior retrocesso a direitos das pessoas trans em 50 anos

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Desde que assumiu o cargo como 47º presidente dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2025, Donald Trump iniciou uma série de ações que representam o maior retrocesso em direitos das pessoas trans em meio século. A ordem executiva 14168, assinada no primeiro dia de seu mandato, oficializou a postura do governo ao reconhecer apenas dois sexos biológicos – masculino e feminino – definidos no nascimento, eliminando o reconhecimento legal da diversidade de gênero.

Além disso, Trump avançou com medidas que bloqueiam verbas e revogam políticas públicas essenciais à saúde e à inclusão educacional de pessoas trans, culminando na exclusão dessa população das forças armadas. Estados conservadores passaram a implementar restrições no uso de pronomes, acesso a espaços e cuidados médicos de afirmação de gênero, incluindo interrupções abruptas nos tratamentos hormonais.

Até junho de 2025, organizações de direitos civis como a Lambda Legal receberam milhares de solicitações de assistência jurídica relacionadas à identidade de gênero, evidenciando o impacto profundo dessas políticas na vida das pessoas trans, incluindo acesso a documentos oficiais, discriminação em diferentes ambientes, exclusão militar e perseguições.

Dados indicam que o número de leis estaduais que limitam direitos civis da população trans aumentou exponencialmente entre 2018 e 2023. Diferente do passado, quando o governo federal atuava para conter essas restrições, o governo Trump passou a coordenar e ampliar tais medidas, invertendo um papel que durava cinco décadas.

Os impactos das políticas federais são sentidos em diversas esferas, incluindo a migração interna de pessoas trans buscando estados mais acolhedores e o agravamento das condições de saúde mental, especialmente de jovens trans e não-binários, com aumento significativo das tentativas de suicídio associado às legislações restritivas.

A situação representa um desafio importante para a defesa dos direitos humanos e a promoção da igualdade, destacando a necessidade de mobilização contínua e ações jurídicas para conter o avanço dessas políticas discriminatórias.

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