A Casa Branca declarou nesta quinta-feira (15/1) que o envio de tropas europeias à Groenlândia não altera o desejo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adquirir o território autônomo dinamarquês. A presença militar reforçada de países da Otan na ilha não influencia o processo de decisão de Trump, segundo afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
As tropas europeias foram enviadas a pedido da Dinamarca, incluindo contingentes da Alemanha, França, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda. Os soldados participarão de exercícios militares e ações preparatórias para ampliar a presença da Otan no Ártico, região estratégica que tem sido foco da disputa geopolítica.
Donald Trump tem defendido publicamente que a Groenlândia deveria pertencer aos Estados Unidos e não descartou o uso da força para controlar o território. Essas declarações causaram reações negativas na Dinamarca e no governo local da Groenlândia, que rejeitam qualquer possibilidade de anexação.
Na quarta-feira (14/1), autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Embora tenham concordado em criar um grupo de trabalho para tratar das preocupações de segurança dos Estados Unidos no Ártico, manteve-se um desacordo fundamental sobre o futuro da ilha.
Além disso, a escalada militar na região provocou preocupação na Rússia, que acusa a Otan de promover uma mobilização acelerada para conter os avanços russos e chineses no Ártico. A embaixada russa na Bélgica manifestou séria preocupação com os eventos nas altas latitudes do planeta.
Autoridades europeias afirmam que as ações militares na Groenlândia têm como objetivos reforçar a soberania da ilha e atender às preocupações dos Estados Unidos sobre segurança no Ártico. Países da União Europeia alertam que um eventual ataque militar americano a um território ligado à Otan poderia comprometer o futuro da aliança.
