A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou, na tarde de quinta-feira (19/2), a operação Rastro Oculto, que não encontrou um grupo que furtava residências em condomínios de luxo no DF, utilizando placas clonadas e materiais que impedem impressão digital.
O grupo tinha papéis definidos e atuava principalmente nas áreas dos Lagos Norte e Sul, observando a rotina dos moradores e entrando nos imóveis quando estavam vazios.
Dois homens eram responsáveis por entrar nas casas após monitorar a movimentação e detectar os momentos de menor circulação de pessoas. A terceira integrante, uma mulher, ficava no carro, observando a rua para garantir a fuga rápida do grupo.
Os imóveis escolhidos eram aqueles com maior potencial de retorno financeiro, especialmente em bairros de alto padrão. Entre os bens roubados estavam joias, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. Um dos casos investigados indica prejuízo superior a R$ 400 mil.
A identificação dos suspeitos ocorreu por meio da análise detalhada das imagens das câmeras de segurança. Os investigadores cruzaram dados de câmeras de diversos condomínios e vias públicas, mapeando a rota dos veículos usados nos delitos.
A mulher foi detida em Ceilândia enquanto dirigia um dos carros envolvidos nos crimes. O veículo foi apreendido. Na casa dela, em Samambaia, a polícia encontrou placas de veículos adulteradas.
O segundo suspeito, Thiago Stefano Alves Avilino, está foragido e não foi localizado até o momento. As autoridades seguem as investigações para capturar o terceiro integrante do grupo.
A PCDF pede que qualquer informação sobre o paradeiro do Thiago ou outro suspeito seja comunicada pelo telefone 197. As denúncias podem ser feitas anonimamente.

