Um tribunal de apelação dos Estados Unidos negou, nesta segunda-feira (15/9), a solicitação do presidente Donald Trump para efetivar a demissão de Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (FED) – o banco central dos Estados Unidos.
A decisão vem em resposta a um pedido feito por representantes do presidente na última quarta-feira (10/9), que buscava cancelar a suspensão determinada por um tribunal inferior contra a ordem de demissão de Lisa Cook.
Porém, a corte avaliou que o pedido de Trump não cumpriu os critérios rigorosos necessários para que a suspensão pendente de recurso fosse concedida.
Com esse posicionamento judicial, Lisa Cook poderá participar da reunião do FED que discutirá a taxa de juros, evento que inicia na manhã de terça-feira (16/9) e tem duração de dois dias. Atualmente, a taxa de juros nos EUA está entre 4% e 4,25%. Donald Trump vinha pressionando para a redução deste índice há meses.
A história da demissão
Donald Trump anunciou em 25 de agosto deste ano a intenção de demitir Lisa Cook por meio de publicação na sua rede social Truth Social. Segundo o presidente, a diretora teria usado informações falsas para conseguir financiamento imobiliário com condições mais vantajosas, o que ela nega.
Após essa divulgação, em 28 de agosto, Lisa Cook procurou a Justiça para barrar a ordem de demissão, alegando que Donald Trump não tem autoridade para dispensá-la. O FED manifestou apoio à diretora, afirmando que mandatos longos e proteções contra remoções arbitrárias garantem que as decisões da instituição sejam baseadas em análises econômicas precisas e nos interesses da população americana.
Em 4 de setembro, o jornal The Wall Street Journal veiculou uma matéria afirmando que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação criminal contra a diretora do FED.
