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domingo, 08/03/2026




Três policiais militares do Rio são presos por roubo de 11 celulares iPhone em ônibus

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Três policiais militares foram presos nesta quinta-feira (5) após serem acusados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de roubar 11 celulares iPhone durante uma abordagem a um ônibus. Os comerciantes que estavam transportando os aparelhos foram as vítimas do crime, segundo a denúncia, realizada pelo 3º Sargento Joás Ramos do Nascimento, 3º Sargento Denis Willians Neres Alpoim e Cabo Rogério Vieira Guimarães.

A Secretaria de Estado da Polícia Militar informou que a prisão dos policiais militares e as buscas realizadas são resultado de investigações internas da corporação. Os acusados foram levados para a Unidade Prisional da Polícia Militar. A corporação declarou que não apoia ou aceita qualquer crime ou abuso cometido por seus membros e que pune rigorosamente quando os fatos são comprovados.

De acordo com a investigação, por volta das 2h30 do dia 10 de maio de 2025, os policiais abordaram o ônibus onde os comerciantes transportavam os celulares vindos de São Paulo. Os policiais alegaram que as mercadorias não tinham nota fiscal, intimidaram os donos e tomaram os aparelhos.

O MP-RJ também informou que os três policiais agiram com a ajuda de outras quatro pessoas ainda não identificadas. Os celulares roubados estão avaliados em cerca de 50 mil reais.

Além disso, a denúncia cita que os policiais desligaram as câmeras corporais durante a ação, mas os dados de GPS da viatura e os depoimentos das vítimas ajudam a comprovar o crime.

A acusação foi apresentada em 5 de fevereiro à Auditoria Militar e o MP pediu a prisão preventiva dos policiais, alegando risco à ordem pública, chance de intimidação de testemunhas e ligação deles com outros roubos parecidos.

O uso irregular das câmeras corporais pelos mesmos policiais está sob investigação e pode estar relacionado a outro roubo em um ônibus de turismo da mesma linha.

A polícia não informou contatos das defesas dos acusados e até a publicação desta reportagem não foi possível localizar os advogados.




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