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quinta-feira, 12/02/2026

Três cientistas brasileiras ganham prêmio no Dia das Mulheres na Ciência

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Em comemoração ao Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado no dia 11 de fevereiro, a 7ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher homenageou três cientistas brasileiras em diferentes áreas: Humanidades, Ciências Biológicas e da Saúde, e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra.

As ganhadoras foram a professora emérita da USP Ana Mae Tavares Bastos Barbosa, na categoria Humanidades, que dedica mais de cinquenta anos aos estudos em Arte-Educação; a professora da Faculdade de Medicina da USP Luísa Lina Villa, na área de Ciências Biológicas e da Saúde, referência em estudos sobre o Papilomavírus Humano (HPV) e a eficácia da vacina contra ele; e a professora da Unicamp Iris Concepcion Linares de Torriani, na área de Engenharias, Exatas e Ciências da Terra, especialista em estruturas de membranas biológicas e cristalografia.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou da cerimônia remotamente e ressaltou a relevância da presença feminina na ciência para alcançar um desenvolvimento sustentável. Segundo ela, “Não há desenvolvimento sustentável sem ciência, e a ciência só é forte, inovadora e transformadora com plena participação das mulheres”. A ministra destacou que o prêmio reforça valores de justiça, democracia e diversidade, reconhecendo a perseverança das homenageadas.

Além das vencedoras principais, receberam menções honrosas a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, a professora da UFAL Marília Oliveira Fonseca Goulart e a professora da USP Maria Arminda do Nascimento Arruda.

O prêmio, criado em 2019 pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), presta homenagem a Carolina Martuscelli Bori (1924-2004), pioneira na Análise Experimental do Comportamento no Brasil e primeira mulher a presidir a SBPC, entre 1986 e 1989. Seu propósito é valorizar cientistas brasileiras de destaque e jovens pesquisadoras promissoras.

A ministra Luciana Santos também destacou que, embora as mulheres sejam maioria nas graduações, ainda são minoria nas pós-graduações, e que a história da ciência frequentemente ignorou as contribuições femininas por causa do machismo estrutural.

As premiadas compartilharam suas histórias. Iris Torriani disse que sua escolha pela ciência veio da curiosidade pela natureza. Ana Mae Barbosa expressou sua alegria pelo prêmio, baseada na trajetória de Carolina Bori, com quem teve grande ligação intelectual. Luísa Villa aconselhou as meninas que desejam seguir carreira em pesquisa: “Siga o que você ama, trabalhe muito e esteja cercada de pessoas que valorizem seu potencial. Se não reconhecem seu trabalho, busque outro ambiente”.

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