A emissora estatal iraniana Tasnim informou nesta segunda-feira (1º/6) que o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos está em risco após as operações militares de Israel no Líbano.
Segundo o canal, Teerã suspendeu as negociações indiretas com Washington depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o avanço das tropas israelenses no território libanês.
Representantes iranianos pausaram temporariamente as comunicações feitas por mediadores internacionais. Até o momento, o governo do Irã não confirmou oficialmente a informação, e as autoridades dos Estados Unidos e de Israel não comentaram o assunto.
O impacto dessa notícia foi imediato no mercado internacional de energia, com o preço do petróleo subindo mais de US$ 6 por barril.
Nesta segunda-feira, as Forças de Defesa de Israel atacaram áreas na periferia sul de Beirute, controladas pelo Hezbollah. Essa ofensiva causou o deslocamento de mais de um milhão de libaneses que tiveram que deixar suas casas.
O gabinete de Netanyahu justificou a ação alegando que o Hezbollah não tem respeitado os termos do cessar-fogo firmado.
Cessar-fogo em risco
Esses acontecimentos aumentam as dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo e um possível acordo de paz na região.
A tensão cresceu depois do Irã anunciar um ataque a uma base aérea dos Estados Unidos, em resposta a ataques americanos contra instalações militares iranianas. Isso eleva o risco de uma nova escalada do conflito.
Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha declarado que via disposição do Irã para negociações, autoridades iranianas demonstram desconfiança no processo diplomático. Elas acusam Washington de ter posições contraditórias.
O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, destacou que a instabilidade no Oriente Médio, principalmente no Líbano, dificulta o avanço de um acordo maior.
“Uma violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. Os Estados Unidos e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação”, afirmou Araqchi, alertando para os riscos de novas tensões na região.
