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sábado, 30/08/2025

Transportadoras acham combustível fóssil mais econômico, diz executivo da Scania

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Södertälje (Suécia), 29 – Apesar de já existirem tecnologias que não emitem poluentes, a substituição dos combustíveis fósseis no transporte ainda enfrenta dificuldades, pois eles continuam sendo a escolha mais econômica para transportadoras na maior parte do mundo. Isso torna necessária a ação do setor público para incentivar a troca dos veículos que poluem mais.

Fredrik Nilzén, chefe de sustentabilidade da Scania, falou sobre os desafios e oportunidades da transição energética durante uma visita do Broadcast à sede da montadora sueca em Södertälje, próxima a Estocolmo. A empresa está avançando no desenvolvimento de caminhões elétricos, mas a adoção desses veículos pesados é lenta, representando um risco para o cumprimento das metas ambientais.

O executivo mencionou que, mesmo com retrocessos nas políticas climáticas, como a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, a conferência da ONU sobre mudança climática, COP30, que acontecerá em Belém (PA), é uma oportunidade importante para reforçar a importância da luta contra o aquecimento global.

A Scania estará presente no evento com a participação de seu CEO global, Christian Levin, que pretende levar uma mensagem clara: o transporte precisa de um plano que envolva investimentos em infraestrutura, mudanças nas políticas públicas e incentivos fiscais para tornar viável o uso de veículos elétricos.

Nilzén comparou a transformação atual do transporte com a histórica mudança do uso de cavalos para motores a combustão, afirmando que agora a transição é dos motores a combustão para a eletrificação.

Ele destacou que o maior desafio é o fato de que transportar cargas com combustíveis fósseis ainda é mais lucrativo para muitas transportadoras. Sem vantagem econômica, não haverá mudança para veículos elétricos comerciais.

“Se considerar as regras atuais, é mais vantajoso usar combustíveis fósseis. Essa é uma barreira que precisa ser superada”, explicou.

Desde 2016, a Scania tem investido fortemente na redução das emissões, mas após quase uma década, a substituição dos combustíveis fósseis no transporte ainda é lenta.

O executivo reconheceu que as metas do Acordo de Paris são difíceis e demonstrou preocupação com a meta de reduzir em 20% as emissões das frotas para este ano. “Chegar a essa meta é um grande desafio e, atualmente, não acredito que será alcançada”, lamentou.

Com as tensões políticas e as barreiras ao comércio dificultando novos investimentos, Nilzén acredita que a COP30 será uma das conferências mais importantes dos últimos tempos.

Ele também observou avanços nas fontes renováveis, como energia solar e eólica, mas alertou que os governos precisam investir mais em infraestrutura para veículos elétricos, como estações de recarga. Sem esse apoio, a eletrificação do transporte não será viável, destacou o executivo.

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