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Trinta e dois trabalhadores foram resgatados de uma fazenda de café em Perdizes, Minas Gerais, em condições semelhantes à escravidão.
A ação aconteceu no dia 21 de julho na zona rural de Perdizes, região do Alto Paranaíba. A fiscalização do trabalho encontrou irregularidades durante a colheita manual do café.
Esses trabalhadores não tinham registro formal e trabalhavam longas jornadas sem pausas adequadas. Eles não tinham acesso a água potável, banheiros ou locais apropriados para se alimentarem e descansarem.
A equipe de fiscalização também percebeu a falta de equipamentos de proteção individual e material de primeiros socorros. Não havia exames médicos de admissão, comprovante de vacinação contra tétano, nem ações para impedir problemas de saúde relacionados ao trabalho.
Os trabalhadores terão direito a cerca de R$ 1,09 milhão em pagamentos e indenizações, incluindo aproximadamente R$ 410 mil em direitos trabalhistas, R$ 608 mil por danos morais individuais e cerca de R$ 60 mil em recolhimentos.
O empregador foi orientado a parar a colheita, regularizar os vínculos de trabalho, encerrar os contratos antigos e pagar todas as verbas devidas aos empregados.
Os trabalhadores receberam guias para o Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado, que concede seis parcelas do salário mínimo a cada um.
O Ministério Público do Trabalho e a Polícia Militar de Minas Gerais participaram da operação. Os nomes da fazenda e do responsável não foram divulgados.
