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terça-feira, 13/01/2026

TJ-MA confirma prisão de prefeito e primeira-dama de Turilândia por desvio de recursos

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O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) decidiu manter a prisão do prefeito Paulo Curió e da primeira-dama Eva Curió da cidade de Turilândia, que são suspeitos de desviar R$ 56 milhões de dinheiro público. A decisão foi tomada na terça-feira (12) pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJ-MA, contrariando um pedido para que eles fossem soltos apresentado pelo procurador-geral de Justiça do estado, Danilo José de Castro Ferreira.

A operação policial chamada Tântalo II começou no dia 22 de dezembro de 2025 e prendeu várias pessoas envolvidas no suposto esquema de desvio de dinheiro. Entre os detidos estão o prefeito Paulo Curió, que está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís; a primeira-dama Eva Curió; a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima; seu marido, Marlon de Jesus Arouche Serrão; e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros.

O caso gerou uma crise interna no Ministério Público do Maranhão (MP-MA), quando dez promotores deixaram seus cargos no Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Essa saída aconteceu no domingo (11) como reação ao pedido do procurador-geral para libertar os acusados, que os promotores acharam que não apoiava as investigações e dificultava o combate ao crime organizado.

Os promotores disseram que a decisão da Procuradoria-Geral prejudicava a confiança nas investigações e a aplicação das medidas necessárias. Em resposta, o procurador-geral afirmou que as saídas nos cargos administrativos são normais e não afetam as ações do MP-MA. Ele garantiu que as prisões são feitas só quando realmente necessárias e dentro da lei.

Para resolver a crise, Danilo José de Castro Ferreira nomeou o procurador de Justiça Haroldo Paiva de Brito para liderar o Gaeco e a Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI), assegurando que o trabalho continue normalmente. O MP-MA reafirmou seu compromisso de combater o crime e proteger o patrimônio público, sempre respeitando as leis.

Na decisão da justiça, a desembargadora Graça Amorim permitiu prisão domiciliar com monitoramento eletrônico para Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, pregoeira da cidade, que tem câncer de útero, por causa do problema de saúde dela. As informações são da Agência Brasil.

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