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sábado, 30/08/2025

Tiros russos mataram 139 civis na Ucrânia em julho

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Somente em julho, ataques com mísseis e drones da Rússia resultaram em 139 mortes de civis e 791 feridos na Ucrânia, segundo informações da porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Liz Throssell.

Em um ataque na noite de 12 de julho, as forças russas utilizaram 597 drones suicidas e 26 mísseis. Esses ataques impactaram infraestruturas civis em diversas regiões, incluindo áreas distantes das linhas de frente do conflito.

No dia 9 de julho, um total recorde de 728 drones de longo alcance atingiu o território ucraniano. Em junho, a ONU registrou o maior número de vítimas civis em três anos, com 232 mortos e 1.343 feridos.

Consequências para a população

Liz Throssell destacou os efeitos físicos e mentais intensos causados pelos ataques repetidos, obrigando civis a se refugiarem por horas em abrigos improvisados como porões e estações de metrô, com os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência, enfrentando dificuldades para dormir ou encontrar abrigo.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, enfatiza a necessidade urgente de um cessar-fogo para acabar com esse sofrimento extremo.

Responsabilidades e justiça

Volker Turk defende o fim imediato da invasão da Ucrânia pela Rússia e apela por um processo de paz que assegure a responsabilização por violações graves do direito internacional. Ele destaca a importância de focar em medidas que protejam os civis, garantam os direitos nas áreas ocupadas e permitam o retorno das crianças tiradas à força.

Além disso, é crucial estabelecer corredores humanitários e interromper casos de tortura e maus-tratos a prisioneiros de guerra e outros detidos.

Torturas e abusos confirmados

Desde o começo do mês, o Escritório de Direitos Humanos entrevistou quase 140 prisioneiros de guerra ucranianos libertados em trocas recentes. A maioria relatou torturas severas, incluindo espancamentos, choques elétricos e abusos sexuais, comprovando um padrão sistemático de violência.

Também estão sendo documentados casos de maus-tratos a prisioneiros russos detidos na Ucrânia, com denúncias de uso de locais de detenção não oficiais. As autoridades ucranianas iniciaram investigações sobre essas alegações.

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