A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza o teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades públicas da região. Esse exame é muito importante para descobrir desde cedo possíveis problemas de audição que podem influenciar o desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação dos bebês.
Entre janeiro e outubro de 2025, foram feitos 23 mil testes no DF, e em 2024, esse número foi de cerca de 35,3 mil. Ocânia da Costa Vela, referência técnica em fonoaudiologia da SES-DF, explica que testar os recém-nascidos antes da alta hospitalar é fundamental. “Quanto mais cedo descobrimos alguma alteração auditiva, maiores são as chances da criança desenvolver bem a linguagem, a interação social e a comunicação oral”, destaca.
Ocânia da Costa Vela reforça que manter esse exame logo nos primeiros dias de vida é essencial para prevenir e tratar a surdez rapidamente. Quando o bebê não passa no teste, ele é encaminhado para centros especializados, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), que são reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Nesses locais, o bebê recebe avaliação detalhada, diagnóstico, ajuste de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico.
A audição pode ser afetada em qualquer idade, seja por infecções, herança genética ou exposição a ruídos altos por muito tempo, que é a principal causa de perda auditiva. O exame é rápido, não causa dor e é feito enquanto o bebê está dormindo, usando a emissão otoacústica evocada (EOAE) para captar as respostas da cóclea, uma parte do ouvido.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece também aparelhos como implantes cocleares e próteses auditivas que são presos ao osso para ajudar na reabilitação, sempre adaptados de acordo com cada caso, melhorando a fala e o convívio social das crianças.
