O Tesouro Nacional divulgou seu mais recente Relatório de Projeções Fiscais, mostrando que o saldo positivo nas contas públicas deve acontecer apenas em 2028, embora a meta apontasse para 2026.
Esse documento indica que será preciso aumentar a arrecadação em 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda este ano para alcançar os objetivos estabelecidos.
Projeções do resultado primário do Governo Central (% do PIB):
- 2025: -0,5%
- 2026: -0,2%
- 2027: -0,2%
- 2028: 0,3%
- 2029: 0,6%
- 2030: 0,7%
- 2031: 0,8%
- 2032: 0,9%
- 2033: 1%
- 2034: 1%
- 2035: 1,1%
O cenário considera um crescimento médio real do PIB de 2,7% ao ano entre 2025 e 2035, com crescimento nominal médio da massa salarial de 8,8% ao ano e redução da taxa Selic até 2031, quando deve se estabilizar em 6,4% ao ano.
Para cumprir a meta fiscal prevista por lei, serão necessários esforços crescentes para aumentar a arrecadação nos próximos anos.
O relatório detalha os aumentos necessários: 0,25% do PIB em 2026, 0,5% em 2027, 1,0% em 2028 e 1,25% em 2029, mantendo-se esse padrão nos anos seguintes.
Em relação à dívida pública, a previsão é de que a Dívida Líquida do Governo Geral atinja 67,9% do PIB em 2025, enquanto a Dívida Bruta do Governo Geral chegará a 79,3% do PIB no mesmo ano.
A Dívida Bruta deve crescer até 88,6% do PIB em 2032, caindo para 88,0% em 2035. A Dívida Líquida segue trajetória semelhante, chegando a 75,0% do PIB em 2035.
Manter a Dívida Bruta no nível de 2025 exigiria um resultado primário 0,8 pontos percentuais maior que a previsão atual, ou seja, 1,3% do PIB, demandando maior esforço fiscal no curto prazo. Um aumento gradual do resultado primário nessa ordem permitiria uma estabilização da dívida no médio prazo.
Estadão Conteúdo
