Brasília, 29 – A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,61% em junho comparado a maio, passando de R$ 9,033 trilhões para R$ 9,268 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira, dia 29.
Esse aumento se deve a uma emissão líquida de R$ 142,253 bilhões no mês passado, mais um acréscimo de R$ 93,484 bilhões referente à apropriação dos juros.
A DPF inclui tanto a dívida interna quanto a externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 2,63%, totalizando R$ 8,921 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) cresceu 2,12%, alcançando R$ 347,71 bilhões.
Reserva de liquidez
O montante reservado para garantir o pagamento da dívida, conhecido como colchão de liquidez, aumentou 11,17% em junho em relação a maio, passando de R$ 1,211 trilhão para R$ 1,347 trilhão. Comparado a junho de 2025 (R$ 1,030 trilhão), houve um crescimento nominal de 30,60%.
Essa reserva é fundamental para assegurar o pagamento aos investidores que possuem títulos do governo brasileiro, funcionando como um indicador da capacidade do país em honrar seus compromissos financeiros, evitando a necessidade de buscar recursos adicionais no mercado de forma urgente.
Em junho, o valor disponível na reserva era suficiente para cobrir 8,33 meses de pagamentos de títulos, uma redução em relação aos 9,14 meses registrados em maio. O Tesouro mantém um mínimo prudencial de três meses de vencimentos para essa reserva.
Estadão Conteúdo

