O governador do Tennessee, Bill Lee, nos Estados Unidos, decidiu suspender as execuções de pena de morte no estado depois que Christa Pike, uma mulher condenada, sobreviveu a duas injeções letais na quinta-feira, 1º de outubro. Christa Pike, de 50 anos, foi condenada por assassinar uma colega de classe quando tinha 18 anos. Atualmente, a pena de morte é permitida em 27 dos 50 estados dos EUA.
O governador Bill Lee solicitou uma investigação para descobrir o que causou a falha na execução. Ele afirmou que o processo já foi usado mais de cem vezes nos Estados Unidos sem problemas, e é importante entender a razão do incidente diferente ocorrido agora.
Esta não é a primeira falha em execuções no Tennessee em 2024. Em maio, a execução de Tony Carruthers também falhou porque os responsáveis não conseguiram aplicar o acesso intravenoso corretamente. Esse caso também gerou uma investigação.
Com a suspensão das execuções, outra execução marcada para dezembro foi cancelada. O estado pretende revisar os procedimentos usados para realizar as penas de morte.
Sobre a condenada
Christa Pike foi sentenciada à pena capital pelo assassinato e tortura de Colleen Slemmer, antiga colega de classe. O crime ocorreu quando Pike tinha 18 anos. Ela passou 30 anos no corredor da morte aguardando a execução.
Christa Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos. A execução usou pentobarbital, uma substância que provoca inconsciência, paralisação da respiração e morte.
Entretanto, jornalistas presentes relataram que, após a primeira dose, ainda era possível ouvir Pike respirando e roncando. Cerca de 20 minutos depois, a cortina da sala foi fechada, mas os sons continuaram.
Após aproximadamente 40 minutos, a imprensa foi convidada a sair do local, e Christa Pike foi levada a um hospital. Até a última atualização, não há informações oficiais sobre seu estado de saúde.
