O governador do Tennessee, nos Estados Unidos, Bill Lee, anunciou a suspensão das execuções de pena de morte no estado após uma mulher sobreviver a duas doses de injeção letal na última quinta-feira (1º/10). A condenada, Christa Pike, de 50 anos, foi sentenciada à pena capital pelo assassinato de uma colega de escola aos 18 anos. A pena de morte é permitida em 27 dos 50 estados americanos.
Bill Lee também solicitou uma investigação para entender o motivo da falha na execução. Ele afirmou: “Este é um método usado mais de 100 vezes neste país sem esse tipo de problema. Precisamos entender o que houve de diferente agora.”
Essa foi a segunda tentativa de execução que falhou no Tennessee neste ano. Em maio, o caso de Tony Carruthers também foi interrompido porque as autoridades não conseguiram aplicar a injeção corretamente. Essa ocorrência também está sendo investigada. Com a suspensão atual, uma outra execução programada para dezembro foi cancelada. O estado planeja agora revisar o processo usado para executar prisioneiros.
Christa Pike foi condenada por tortura e assassinato de uma colega de classe, Colleen Slemmer, quando tinha 18 anos. Ela passou 30 anos no corredor da morte antes da execução que ocorreria nesta quarta-feira (30/9). A aplicação da injeção de pentobarbital, usada para induzir inconsciência, paralisar a respiração e causar a morte, foi acompanhada por jornalistas que relataram que Christa ainda estava respirando e fazendo sons após a primeira dose.
Cerca de 20 minutos depois, a cortina do quarto onde ela estava foi fechada, mas ainda era possível ouvir alguns ruídos. Após 40 minutos, a imprensa foi retirada do local e Christa Pike foi levada ao hospital. Até o último comunicado, o estado do Tennessee não havia divulgado a condição clínica de Christa.
