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segunda-feira, 19/01/2026

Tecnologia ajuda a evitar perda de bagagens em aeroportos

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Em Brasília

Participantes de uma reunião na Câmara dos Deputados defenderam que a adoção de tecnologias é a melhor maneira de diminuir o extravio de malas em aeroportos.

Júlia Lopes da Silva Nascimento, diretora de Planejamento e Fomento do Ministério de Portos e Aeroportos, destacou ações já implementadas no Aeroporto de Guarulhos (SP). Entre elas, a conexão das esteiras rolantes entre terminais, para reduzir o manuseio humano das malas. O aeroporto também introduziu o uso de scanners corporais para os passageiros e, desde agosto, submete as bagagens de voos domésticos à inspeção por raio-x, algo anteriormente reservado para voos internacionais.

De acordo com Júlia Nascimento, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está considerando expandir essas medidas para todos os aeroportos. “No próximo mês, a Anac abrirá uma consulta pública para discutir a regulamentação dos equipamentos que deverão ser obrigatórios em todas as concessionárias”, informou.

Raul de Souza, representante da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, mencionou que uma companhia aérea já oferece um aplicativo que permite acompanhar a localização da bagagem em tempo real. O objetivo é reduzir o tempo médio de devolução das malas extraviadas para 48 horas, sendo que atualmente a média é de 120 horas.

Raul de Souza também salientou que, apesar do problema ser global, o Brasil apresenta índices melhores que a média mundial: “No Brasil, a cada mil malas despachadas, pouco mais de duas são perdidas, enquanto que no mundo o número é superior a seis”.

Preços das passagens

João Carlos Bacelar (PL-BA), deputado responsável pelo pedido do debate na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, criticou a uniformidade dos preços das passagens aéreas, questionando se não haveria uma prática de cartelização.

Ele apresentou uma pesquisa sobre a rota Brasília-Salvador, na qual os preços entre as companhias aéreas apresentavam valores idênticos, inclusive com as mesmas casas decimais. “Será que isso é coincidência ou cartel?”, indagou.

Raul de Souza explicou que 60% dos custos das empresas aéreas são em dólar, influenciando os preços. Além disso, ele ressaltou que, no primeiro semestre deste ano, as passagens aéreas ficaram 5,2% mais acessíveis.

Fernando Daniel Franke, coordenador de Estudos de Condutas Anticompetitivas do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), esclareceu que preços iguais não caracterizam necessariamente cartel: “É necessário comprovar a existência de acordos que resultem na fixação dos preços em paralelo”.

João Carlos Bacelar adiantou que pretende sugerir a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar tanto o problema do extravio de bagagens quanto a formação de preços no setor aéreo.

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