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terça-feira, 20/01/2026

Técnico preso por matar pacientes diz que queria aliviar dor, diz polícia

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Por Daniel Xavier e Camila A. Coimbra

O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos, é apontado como principal suspeito dos assassinatos investigados na Operação Anúbis pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ele confessou os crimes após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança da UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga.

As investigações indicam que Marcos Vinícius aplicou doses altas de remédios em pacientes da UTI com a intenção de matá-los. Em um caso, usou até desinfetante hospitalar diretamente na veia de uma vítima.

O delegado coordenador da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), Wisllei Salomão, e o delegado Maurício Iacozzilli afirmaram que não há novidades sobre o caso no momento. A polícia está agora analisando as provas reunidas com mais detalhes.

Durante os interrogatórios, os acusados demonstraram indiferença e não mostraram arrependimento. Já houve audiência de custódia para avaliar os mandados de prisão.

Marcos Vinícius chegou a alegar que agiu no descontrole emocional por causa da pressão do plantão, e depois disse que queria aliviar o sofrimento dos pacientes.

Duas técnicas de enfermagem, Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, também foram presas por ajudarem o técnico durante as ações.

A polícia confirmou três mortes ligadas aos suspeitos: Miranilde Pereira da Silva, João Clemente Pereira, servidor da Caesb, e Marcos Raymundo Fernandes Moreira. Cada um dos investigados responde por homicídio qualificado em diferentes casos.

As imagens mostram que as técnicas acompanhavam o técnico durante as injeções, impedindo que outras pessoas vissem o que ele fazia e vigiando a área.

O delegado Wisllei Salomão corrigiu um erro na imprensa: a referência a mais de 20 laudos periciais não significa que há mais de 20 vítimas, mas sim que vários exames estão em andamento. Até o momento, há apenas três vítimas confirmadas.

A motivação dos crimes ainda não está clara e a investigação continua para definir o que realmente aconteceu. A polícia segue verificando registros e imagens para descobrir se houve mais vítimas e se os suspeitos cometeram crimes semelhantes em outros hospitais onde trabalharam.

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