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Taxas futuras de juros têm viés de baixa com dólar fraco

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A agenda econômica mais fraca nesta sexta limita a oscilação das taxas, segundo operadores de renda fixa

Os juros futuros operam com viés de baixa na manhã desta sexta-feira, 15, pressionados pelo dólar mais fraco ante o real e outras divisas ligadas a commodities no exterior, após começarem a sessão nos níveis dos ajustes de quinta-feira, 14.

A agenda econômica mais fraca nesta sexta limita a oscilação das taxas, segundo operadores de renda fixa. Até quinta, os juros vinham com tendência de alta tendo como pano de fundo um cenário sem reforma da Previdência este ano e o risco de rebaixamento da nota de crédito soberano do Brasil em 2018.

Mas ontem as taxas futuras fecharam em alta, reagindo ao adiamento da reforma para 19 de fevereiro. Lideranças de partidos da base aliada, no entanto, avaliam que o adiamento reduz as chances de aprovação da proposta diante do temor de desgaste dos parlamentares em ano eleitoral.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta que fará conferências com as principais agências na semana que vem para explicar a postergação da votação da reforma. Ontem, a agência de risco Fitch destacou ontem que “o atraso na reforma da Previdência evidencia riscos incorporados à nossa perspectiva negativa do rating BB do Brasil”.

Já a Moodys avaliou que o adiamento aumentou a possibilidade de a reforma não ser aprovada em razão da incerteza em torno das eleições presidenciais. Para a Moodys, a falta de acordo para a votação neste ano é um “fator de crédito negativo”.

“Queremos esclarecer as dúvidas e mostrar que há a possibilidade concreta de se aprovar a reforma no começo de 2018”, disse Meirelles, após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “E, com isso, tentaremos evitar um downgrade (rebaixamento da nota do Brasil).”

Além do risco de downgrade, o investidor mira as eleições de 2018 e já tem no radar o julgamento da apelação do ex-presidente Lula no TRF-4 no dia 24 de janeiro. Lula lidera as pesquisas de intenção de votos em todos os cenários e uma condenação o colocaria fora da disputa, o que agradaria os mercados.

Mais cedo, foi divulgado que o volume de serviços prestados no País teve redução de 0,8% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, a queda havia sido de 0,3%. O resultado veio ligeiramente menor que a mediana das estimativas captadas pelo Projeções Broadcast apontando para retração de 0,9%, com intervalo de recuo de 1,10% e alta de 0,10%.

Na comparação com outubro do ano anterior, houve redução de 0,3% em outubro deste ano, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada pelo volume de serviços prestados no ano ficou negativa em 3,4%, enquanto o volume acumulado em 12 meses registrou perda de 3,7%.

Às 9h53 desta sexta, o DI para janeiro de 2019 estava em 6,95%, de 6,94% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 a 8,31%, de 8,34% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 a 9,31%, de 9,34% do ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2023 a 10,23%, ante 10,25% do ajuste da véspera.

No mercado de câmbio, o dólar à vista caía 0,51% neste mesmo horário, aos R$ 3,3193. Na mínima registrou R$ 3,3168 (-0,58%) e, na máxima, R$ 3,3378 (+0,05%). O dólar futuro de janeiro recuava 0,70%, aos R$ 3,32355, após bater mínima em R$ 3,3205 (-0,79%) e máxima, aos R$ 3,3415 (-0,15%).

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Investimento estrangeiro no país tem o resultado mais baixo em 11 anos

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No ano da pandemia, total foi de US$ 34,2 bilhões, metade do registrado em 2019. Gastos de brasileiros no exterior atingem o menor patamar desde 2005

Investimento: o que frustrou as novas expectativas foi o resultado de dezembro, quando US$ 739 milhões entraram no país, resultado bem abaixo da projeção do BC de US$ 2,6 bilhões (Ricardo Moraes/Reuters)

O investimento direto no país (IDP) foi de US$ 34,2 bilhões em 2020, o menor resultado anual desde 2009, de acordo com as estatísticas divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC).

Desde os primeiros impactos econômicos causados pela pandemia, em abril de 2020, o país vem registrando investimentos abaixo da média registrada nos últimos anos. Com um cenário econômico de mais incerteza e riscos, os possíveis investidores tendem a se resguardar e postergar decisões.

Além de ser o menor em 11 anos, o resultado de 2020 é metade do registrado em 2019, quando US$ 69,2 bilhões entraram no país. O número também está abaixo do projetado pelo Banco Central em dezembro.

Por conta dos efeitos da crise durante o ano, o BC havia recalculado suas projeções e diminuído as expectativas de IDP para 2020 de US$ 50 bilhões para US$ 36 bilhões.

O que frustrou as novas expectativas foi o resultado de dezembro, quando US$ 739 milhões entraram no país, resultado bem abaixo da projeção do BC de US$ 2,6 bilhões.

O IDP engloba investimentos mais duradouros no país, como a expansão da capacidade produtiva de uma fábrica ou investimentos em uma nova filial de uma empresa estrangeira. Para 2021, a expectativa é que US$ 60 bilhões entrem no país.

Para janeiro, o BC projeta que US$ 2,8 bilhões entrem no país.

Viagens internacionais

Os brasileiros gastaram apenas US$ 5,4 bilhões no exterior em 2020, o menor registro desde 2005, quando US$ 4,7 bilhões foram gastos. O resultado reflete os efeitos da pandemia e as medidas de restrição de locomoção em todo o mundo.

Na comparação com 2019, quando os brasileiros gastaram US$ 17,5 bilhões lá fora, a queda é de 69%.

As quedas históricas também refletiram nos recursos que entram no país a partir do turismo internacional. Em 2020, estrangeiros gastaram apenas US$ 3 bilhões no Brasil, metade do registrado em 2019. É o menor número desde 2003.

Menor déficit em 13 anos

O resultado das viagens internacionais, com menos dinheiro saindo do país, contribuiu para o menor déficit nas contas externas desde 2007, que incluem, entre outras coisas, os resultados da balança comercial, de serviços (como viagens internacionais) e da renda primária (lucros e dividendos).

Em 2020, o déficit foi de US$ 12,5 bilhões, 75% menor do que os US$ 50,7 bilhões registrados em 2019.

O principal efeito nesse resultado veio da conta da renda primária, que registrou um déficit 33% menor em 2020 do que em 2019, caindo de US$ 57,3 bilhões para US$ 38,2 bilhões.

O principal fator foi a queda na atividade econômica que, por sua vez, causa uma redução nos lucros e diminui o montante de recursos que empresas estrangeiras com filiais no Brasil mandam para as suas sedes.

Outro ponto que contribuiu foi o resultado positivo da balança comercial, de US$ 43,2 bilhões, superior aos US$ 40,5 bilhões de 2019. A principal explicação é que a pandemia causou uma queda mais acentuada nas importações do que nas exportações, o que torna o saldo maior.

 

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CNI: Confiança do Empresário cai em 26 dos 30 setores da indústria pesquisados

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Apesar desse recuo, o levantamento da CNI mostra que todos os 30 setores da indústria considerados ainda se mantêm confiantes, com índices acima de 50 pontos

CNI: a pesquisa foi feita entre os dias 4 e 15 de janeiro com 2.298 empresas, sendo 888 pequeno porte, 851 médio porte e 559 de grande porte (José Paulo Lacerda/CNI/Divulgação)

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu em 26 dos 30 setores da indústria pesquisados em janeiro deste ano, na comparação com dezembro. Apesar desse recuo, o levantamento, divulgado nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que todos os 30 setores da indústria considerados ainda se mantêm confiantes, com índices acima de 50 pontos.

O ICEI varia de zero a 100 pontos e valores acima de 50 pontos indicam que os empresários estão confiantes. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança do setor, destaca a CNI.

Em janeiro, os únicos setores em que a confiança avançou foram o setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (alta de 1,4 ponto, para 61,4 pontos) e o setor produtos de madeira (alta de 1 ponto, para 65,6 pontos). Segundo a pesquisa, a confiança não mudou nos setores de máquinas e materiais elétricos (64,3 pontos) e veículos automotores (62,7 pontos).

Os setores com maiores quedas de confiança em janeiro foram: outros equipamentos para transporte (-10 pontos, para 53,7 pontos), equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-6 pontos, para 58 pontos) e produtos de borracha (-4,8 pontos, para 61,4 pontos).

No geral, o ICEI de janeiro deste ano ficou em 60,9 pontos, queda de 4,4 pontos em relação a janeiro de 2020 (65,3 pontos) e de 2,2 na comparação com dezembro (63,1 pontos).

Segundo a CNI, os setores mais confiantes são: metalurgia (65,9 pontos), produtos de madeira (65,6 pontos), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (64,3 pontos), máquinas e equipamentos (62 9 pontos) e veículos automotores, reboques e carrocerias (62,7 pontos).

Os setores que registram menor confiança são: obras de infraestrutura (52,6 pontos), outros equipamentos de transporte (53,7 pontos), produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (54,4 pontos), bebidas (55,9 pontos) e confecção de artigos, vestuário e acessórios (56,3 pontos).

A pesquisa foi feita entre os dias 4 e 15 de janeiro com 2.298 empresas, sendo 888 pequeno porte, 851 médio porte e 559 de grande porte.

 

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Câmara: se eleito, Lira quer votar reforma administrativa no 1º trimestre

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A proposta, enviada em setembro do ano passado, propõe mudanças no serviço público, como fim da estabilidade e revisão de benefícios

Deputado Arthur Lira (PP-AL) concorre à presidência da Câmara (Câmara dos Deputados/Divulgação)

O deputado Arthur Lira (PP-AL), um dos principais candidatos à presidência da Câmara, disse nesta quarta-feira, 27, que, se eleito, pautará a reforma administrativa ainda no primeiro trimestre de 2021. Em debate promovido pela Frente Parlamentar Ética Contra a Corrupção, ele afirmou que a pauta será uma das prioridades. A eleição será na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro.

A reforma administrativa, enviada em setembro do ano passado, propõe mudanças no serviço público, como o fim da estabilidade para a maioria das carreiras e revisão de benefícios, como licença-prêmio e progressão de carreira baseada apenas em tempo de serviço. As regras valerão apenas para novos servidores, depois de promulgado o texto.

Lira reforçou que a matéria será tratada “sem ferir o direito adquirido de ninguém” — ou seja, sem afetar atuais servidores. “Me comprometi em todos os lugares que a primeira pauta que vamos fazer é a da reforma administrativa”, disse. Para ele, é importante que o Brasil “dê sinais claros de respeito ao teto (de gastos) e à contenção de despesas”.

“Temos que discuti-la, votá-la no primeiro trimestre de 2021”, disse o deputado, garantindo “debate amplo” na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na comissão especial. O objetivo é “trazer essa PEC o mais rápido possível para o plenário”, afirmou. “É importante que nós demos esse sinal. O Brasil precisa destravar”, reforçou.

Uma das dúvidas sobre reforma administrativa é se ela poderia abranger todos os poderes, apesar de ser de iniciativa do Executivo. “Com relação a outros poderes, tenho sérias dúvidas se podemos interferir. Podemos fazer nossa reforma administrativa (do Legislativo), a do Executivo, que está aqui. Mas faremos, sim, uma conversa clara para que todos os poderes deem sua contribuição”, disse Lira.

Prioridades

O deputado do PP voltou a defender o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que também pode afetar o funcionalismo público. A proposta cria gatilhos para evitar o descumprimento do teto de gastos, regra que impede aumento de despesas acima da inflação. Permite, por exemplo, que o governo diminua carga horária e salários de servidores nesses casos.

“Não podemos deixar de andar com conformidade no Senado, para que comece a analisar a PEC Emergencial, tão importante para o espaço orçamentário ficar adequado para que programas sociais e de infraestrutura possam ter espaço”, disse Lira. Nos últimos dias, o governo tem condicionado a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial à aprovação da PEC, que está com os senadores.

Em relação à reforma tributária, Lira garantiu que é uma prioridade, diante do “sistema tributário perverso” no Brasil, e que aguarda o relatório da matéria. O parecer será apresentado na comissão mista que discute o assunto, pelo relator, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). “Estamos há quase dois anos de discussão. De fato, até agora não temos relatório”, disse.

“É muito importante que tenhamos o relatório posto na Casa, para que, a partir dele, desprovidos de qualquer vaidade de quem assinou a proposta, tenhamos debate claro, transparente e urgente sobre reforma tributário, porque precisamos, sim, simplificar o sistema tributário”, afirmou o candidato. Ribeiro, o relator da reforma, é aliado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e está ao lado do principal adversário de Lira, Baleia Rossi (MDB-SP).

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Copom decidiu aguardar dados sobre pandemia para definir alta dos juros

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É o que mostra a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira, quando foi definida a manutenção da taxa básica de juros no patamar de 2%, mínima recorde

Copom: desde agosto do ano passado, o Copom usava este instrumento para se comprometer a não elevar os juros desde que três condições fossem satisfeitas (Adriano Machado/Reuters)

Alguns membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central defenderam na semana passada que já fosse dado início à elevação da taxa básica de juros, mas a o entendimento predominante no colegiado foi de que, diante das incertezas, seria preferível aguardar a divulgação de mais informações sobre o cenário econômico e a pandemia do coronavírus.

É o que mostra a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira, quando foi definida a manutenção da taxa básica de juros no patamar de 2%, mínima recorde.

“As próximas divulgações serão muito informativas sobre a evolução da pandemia, da atividade econômica e da política fiscal. Sendo assim, os benefícios de se aguardar essas divulgações para decidir os próximos passos da política monetária se sobrepõem aos custos”, diz a ata.

O documento detalha a avaliação dos membros do Copom sobre o caráter heterogêneo da recuperação doméstica. Sobre o cenário internacional, a avaliação é de que, apesar dos riscos relacionados ao surgimento de novas variantes do vírus e do processo de “reflação” nos Estados Unidos, o ambiente ainda é favorável às economias emergentes.

Fim do forward guidance não implica em alta da Selic, diz BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou nesta terça-feira, 26, na ata de seu último encontro, que a retirada do forward guidance (prescrição futura, no jargão inglês) de sua comunicação não implicará em uma elevação mecânica da taxa de juros. Na semana passada, o colegiado manteve a Selic (a taxa básica da economia) em 2,00% ao ano, mas deu fim ao forward guidance.

Desde agosto do ano passado, o Copom usava este instrumento para se comprometer a não elevar os juros desde que três condições fossem satisfeitas: projeções de inflação abaixo da meta no horizonte relevante; manutenção do regime fiscal; e expectativas de longo prazo ancoradas. Na reunião de dezembro, o Copom já havia sinalizado que o forward guidance seria abandonado “em breve”. Foi o que ocorreu no encontro do Copom da semana passada.

“Em vista das novas informações, o Copom avalia que essas condições deixaram de ser satisfeitas já que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária. Como consequência, o forward guidance deixa de existir e a condução da política monetária seguirá, doravante, a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva”, justificou o Copom na ata desta terça, repetindo ideia já contida no comunicado da semana passada.

Mais uma vez, o colegiado ressaltou que a retirada do forward guidance não implica uma elevação mecânica da Selic, já que as incertezas quanto à evolução da atividade econômica continuam demandando um estímulo monetário “extraordinariamente elevado”.

Mais explicações

O Copom alertou também, por meio da ata, que a retirada do forward guidance adotado desde a reunião de agosto ocorreu devido à queda de apenas uma das suas três condicionantes. “As expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estão suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária”, reiterou o colegiado.

As demais condições que faziam parte do forward guidance seguem satisfeitas, já que, segundo o Copom, o regime fiscal não foi alterado e as expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas.

Mais uma vez, o BC explicou que, com a interrupção do forward guidance, a condução da política monetária passa a seguir a análise usual do balanço de riscos para a inflação prospectiva.

A ata lembra ainda que, no cenário básico, as projeções de inflação estão ao redor da meta no horizonte relevante, mas repete que os riscos fiscais geram um “viés de alta” nessas estimativas, “potencialmente justificando trajetória com elevação dos juros anterior à assumida sob esse cenário”.

 

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Esperamos “conservadoramente” que Brasil cresça 3,5% neste ano, diz Guedes

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O ministro fez um apelo ao setor privado para que invista no país e afirmou que medidas para abrir a economia

Paulo Guedes: Ele ponderou que haverá um preço se “apertar esse botão” (André Borges/Getty Images)

Temos esperança de que, “conservadoramente”, a economia brasileira possa crescer 3,5% neste ano, disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que, na hipótese mais promissora, a expansão pode bater os 5%.

O ministro fez um apelo ao setor privado para que invista no país e afirmou que medidas para abrir a economia, como privatizações e concessões, ganharão fôlego em 2021.

País tem protocolo de crise aperfeiçoado agora, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira, 26, que o governo saberá agir com os estímulos necessários caso uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus, com registros de óbitos superior a 1,3 mil, atingir o Brasil. De acordo com Guedes, o governo apresentou na PEC do pacto federativo um “protocolo de crise” a ser acionado em caso de necessidade.

“Se a pandemia faz a segunda onda, com mais de 1,5 mil, 1,6 mil, 1,3 mil mortes, saberemos agir com o mesmo tom decisivo, mas temos que observar se é o caso ou não”, disse Guedes, após lembrar do auxílio emergencial concedido pelo governo na crise sanitária, durante congresso virtual promovido pelo Credit Suisse.

“Se a doença volta, temos um protocolo de crise, que foi aperfeiçoado”, acrescentou o comandante da equipe econômica, explicando que o protocolo estaria previsto numa cláusula de calamidade pública na PEC do pacto federativo, travando todas as despesas e dedicando recursos a um auxílio emergencial.

Ele ponderou que haverá um preço se “apertar esse botão”.

O ministro manifestou, contudo, uma visão positiva sobre a vacinação – citando a capacidade do Brasil de produzir 300 milhões de doses de imunizantes por ano – e seu potencial de trazer a economia de volta à normalidade para o País priorizar a agenda de reformas que, conforme observou, são “fundamentais” para recuperar a dinâmica de crescimento perdida nas últimas décadas.

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Confiança do consumidor cai para menor valor desde junho de 2020, diz FGV

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O Índice de Confiança do Consumidor foi a 75,8 pontos, no menor nível desde junho, quando começou a recuperação após o pior momento do indicador

FGV: a Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.712 domicílios com entrevistas entre 2 e 23 de janeiro (Ricardo Moraes/Reuters)

A confiança do consumidor recuou 2,7 pontos em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2020, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) foi a 75,8 pontos, no menor nível desde junho, quando começou a recuperação após o pior momento do indicador, causado pela pandemia de covid-19. Em médias móveis trimestrais, o ICC caiu 2,2 pontos.

Foi a quarta queda seguida no ICC, segundo a FGV, na esteira da segunda onda da pandemia e do fim do auxílio emergencial para trabalhadores informais. “O recrudescimento da pandemia e a necessidade de adoção de medidas mais restritivas por algumas cidades geram grande preocupação com os rumos da situação econômica do país e das famílias.

Sem o suporte dos benefícios emergenciais, as famílias continuam postergando consumo e dependendo da recuperação do mercado de trabalho, que tende a ser lenta diante do cenário atual”, diz a nota divulgada pela FGV.

Em janeiro, houve piora tanto da percepção dos consumidores em relação ao momento atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 1,6 ponto para 68,1 pontos, o menor nível desde maio passado (65,0 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou pelo quarto mês consecutivo, desta vez em 3,5 pontos, para 82,1 pontos.

Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral caiu 1,5 ponto em janeiro, para 72,6 pontos, terceira queda consecutiva. “A percepção de piora da situação corrente é ainda mais evidente na satisfação com as finanças familiares, cujo indicador recuou 1,8 ponto para 64,1 pontos, menor nível desde maio de 2020 (58,8 pontos)”, diz a nota da FGV.

Já entre os componentes do IE, o indicador que mede as perspectivas sobre a economia foi o que mais contribuiu para a queda do ICC no mês. O recuo foi de 5,1 pontos, para 102,3 pontos, a maior variação negativa num mês desde abril passado, quando a queda foi de 18,0 pontos, e o ICC atingiu o mínimo histórico.

“Em relação às perspectivas sobre a situação financeira das famílias, após três meses de quedas consecutivas, o indicador acomodou em janeiro, ao variar apenas 0,2 ponto e passar a 87,6 pontos. Com perspectivas mais pessimistas, consumidores sinalizam também um menor ímpeto de compras, cujo indicador registrou queda de 4,8 pontos, para 58,9 pontos, menor patamar desde julho de 2020 (56 pontos)”, diz a nota da FGV.

Na análise desagregada por faixas de renda, só não houve recuo da confiança para as famílias com renda de até R$ 2,1 mil, cujo ICC aumentou 3,2 pontos. Segundo a FGV, isso pode ser explicado pelo fato de, em dezembro, o ICC das famílias de menor renda ter caído 8,7 pontos. Além disso, o ICC das famílias com renda até R$ 2,1 mil seguem registrando o menor nível entre todas as faixas de renda.

Já entre as famílias de maior poder aquisitivo, o ICC diminuiu 3 1 pontos, “influenciado pela piora nas expectativas em relação à situação econômica e ao mercado de trabalho”, diz a nota da FGV.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.712 domicílios com entrevistas entre 2 e 23 de janeiro.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

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