Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Economia

Taxa de desemprego no 2º trimestre varia de 2,1% em SC a 9,8% no AP

Carteira de trabalho. Foto: Reprodução

LEONARDO VIECELI
FOLHAPRESS

A taxa de pessoas sem trabalho nas regiões do Brasil no segundo trimestre de 2026 mostrou diferenças grandes: foi menor em Santa Catarina, com 2,1%, e maior no Amapá, com 9,8%, conforme dados do IBGE divulgados em 14 de julho.

Em todo o país, a taxa média de desemprego ficou em 5,4% entre abril e junho, o menor índice registrado para esse período desde 2012, quando começou a pesquisa da Pnad Contínua.

O IBGE apresentou os dados do Brasil em 30 de julho, e agora trouxe detalhes de cada estado.

Publicidade

Entre o primeiro e o segundo trimestre, 13 estados tiveram queda significativa na taxa de desemprego, incluindo estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Acre, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina.

Nos outros 14 estados, a taxa permaneceu estável, sem variações que ultrapassaram a margem de erro da pesquisa.

Os estados com maior desemprego foram Amapá, Bahia, Pernambuco e Piauí, todos com mais de 8% de desocupação.

Já Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo registraram as taxas mais baixas, todas próximas de 2%.

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, as diferenças entre os estados podem ser explicadas por fatores como o nível de atividade econômica, grau de industrialização e escolaridade da população.

A pesquisa Pnad Contínua considera tanto o trabalho formal, com registro em carteira ou CNPJ, quanto o informal, sem esses registros.

Para ser contado como desempregado, a pessoa deve ter 14 anos ou mais, não trabalhar e estar procurando emprego ativamente.

Crescimento do Centro-Oeste

Comparando as regiões, o Sul, Centro-Oeste e Sudeste apresentam as menores taxas de desemprego, todas abaixo da média nacional. Já o Nordeste e o Norte têm as maiores taxas.

O dado mostra que o Centro-Oeste vem se aproximando do Sul na redução do desemprego, graças ao avanço do agronegócio, que mesmo mecanizado, gera mais renda e movimenta outros setores.

Renda Estável

Embora o mercado de trabalho continue forte, sinais de desaceleração aparecem, como a renda média que está praticamente sem aumento, ficando em R$ 3.738 por mês no país.

Acre foi o único estado a apresentar alta significativa na renda, enquanto o Distrito Federal teve redução.

Informalidade

A taxa de trabalhadores sem registro formal supera 50% em quatro estados: Maranhão, Pará, Amazonas e Bahia.

As menores taxas de informalidade foram em Santa Catarina, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Baixo desemprego no Brasil

Especialistas atribuem o baixo desemprego a fatores como o crescimento econômico recente e mudanças demográficas, como o envelhecimento da população, que reduz a procura por trabalho.

Além disso, o aumento de vagas ligadas à tecnologia também ajuda a reduzir o desemprego.

Taxas de desemprego no 2º trimestre (%)

Santa Catarina: 2,1
Mato Grosso: 2,2
Espírito Santo: 2,3
Rondônia: 2,6
Mato Grosso do Sul: 2,7
Paraná: 3,1
Minas Gerais: 3,8
Goiás: 4,0
Tocantins: 4,1
Rio Grande do Sul: 4,2
Roraima: 5,0
Brasil: 5,4
Paraíba: 5,4
São Paulo: 5,4
Rio Grande do Norte: 5,6
Maranhão: 6,0
Pará: 6,2
Distrito Federal: 6,5
Acre: 6,6
Ceará: 6,6
Rio de Janeiro: 7,1
Amazonas: 7,5
Alagoas: 7,9
Sergipe: 7,9
Piauí: 8,3
Pernambuco: 8,3
Bahia: 9,1
Amapá: 9,8

Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.