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domingo, 31/08/2025

Tarifa dos EUA de 50% prejudica setor de peixes e diálogo deve voltar

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A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) informou que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros afeta diretamente a cadeia produtiva de peixes cultivados, especialmente a tilápia. O mercado americano é o maior destino das exportações brasileiras de piscicultura, representando 89% do volume em 2024, com negócios que somaram US$ 52,2 milhões. A tilápia lidera as exportações, seguida pelo tambaqui.

A piscicultura no Brasil está presente em 237.669 propriedades rurais distribuídas por todos os 27 estados e mais de 60% das cidades, gerando mais de um milhão de empregos diretos e indiretos.

O governo federal deve agir rapidamente, utilizando canais diplomáticos para negociar com as autoridades dos EUA e restabelecer o diálogo com esse importante parceiro comercial, destaca a entidade.

Cacau

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) alertou para os impactos da tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros de cacau, o que pode afetar a competitividade das exportações.

Entre 2020 e 2024, as exportações de derivados de cacau para os EUA representaram em média 18% do total brasileiro, chegando a US$ 72,7 milhões em 2024. O comércio cresceu ainda mais no primeiro semestre de 2025, alcançando US$ 64,8 milhões.

A tarifa chega em um momento delicado para o setor que enfrenta quebras de safra, preços elevados no mercado internacional e restrições na oferta interna. Muitas regiões produtoras dependem das exportações para manter empregos e as operações econômicas locais.

Além dos impactos comerciais, a tarifa pode ameaçar o regime de Drawback, que isenta tributos sobre insumos importados para exportação. A inviabilidade econômica pode levar a descumprimento de contratos, multas e insegurança jurídica para os exportadores.

Para Anna Paula Losi, presidente executiva da AIPC, essa tarifa representa riscos econômicos, jurídicos e logísticos, ressaltando a importância de preservar os canais que sustentam a indústria.

A AIPC defende uma ação conjunta entre os governos brasileiro e americano para mitigar os impactos e proteger a estabilidade das exportações, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor de cacau no Brasil.

Estadão Conteúdo

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