O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que não é possível ter 1,5 milhão de pessoas na Consolação durante o pré-carnaval de São Paulo. O evento teve superlotação, especialmente quando dois grandes blocos de carnaval se encontraram, causando tumultos e acionando um plano de emergência com a intervenção da Prefeitura e da Polícia Militar para liberar as ruas do centro da cidade.
Tarcísio comentou em entrevista à GloboNews que, devido à crescente popularidade do carnaval de rua na capital, são necessários ajustes para garantir a segurança dos foliões. Ele destacou que conversou com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) sobre medidas como o bloqueio de vias quando a capacidade máxima for atingida, o posicionamento das grades de proteção, o espaçamento entre elas e a rapidez para liberar áreas congestionadas.
Segundo o governador, a Prefeitura e a Polícia Militar atuaram rapidamente para remover as grades, bloquear ruas e liberar as vias transversais, permitindo o fluxo do público. Após os acontecimentos, o Ministério Público iniciou uma investigação sobre a superlotação dos blocos na Rua da Consolação, com a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital tomando à frente da apuração.
O fim de semana foi marcado por confusão e superlotação na Consolação, com relatos de foliões passando mal e a derrubada de grades. A Prefeitura ativou um plano de contingência para lidar com a situação. Muitos foliões expressaram a dificuldade e o caos vivido nas redes sociais. Ainda assim, o prefeito Ricardo Nunes classificou o evento como um sucesso, destacando que, apesar do grande número de pessoas, houve poucos incidentes e a estrutura montada pela administração municipal funcionou muito bem.
Estadão Conteúdo
