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Brasília

Tabanez aposta em segurança pública e crescimento eleitoral para voltar à CLDF

Carlos Tabanez candidato a deputado distrital pelo Mobiliza no Distrito Federal em 2026
Ex-deputado distrital Carlos Tabanez disputa uma cadeira na CLDF pelo Mobiliza nas eleições de 2026.

Ex-deputado distrital quase dobrou sua votação entre 2018 e 2022 e tenta retornar à Câmara Legislativa pelo Mobiliza; trajetória na Polícia Civil e atuação na segurança são os principais ativos da candidatura

O ex-deputado distrital Carlos Tabanez volta às urnas em 2026 tentando transformar o crescimento registrado nas duas últimas eleições em uma cadeira definitiva na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Candidato pelo Mobiliza, com o número 33222, ele chega à disputa com experiência parlamentar, trajetória na segurança pública e uma votação própria que avançou significativamente entre 2018 e 2022.

Policial civil aposentado, professor de Química e empresário, Tabanez atuou por anos na Polícia Civil do DF, incluindo passagem pela Divisão de Operações Especiais. Também se tornou conhecido no segmento do tiro esportivo, área em que fundou um clube localizado no Gama.

Votação cresceu quase 80%

Tabanez disputou sua primeira eleição para deputado distrital em 2018 pelo PROS e recebeu 8.078 votos, ficando na suplência.

A oportunidade de exercer o mandato surgiu em março de 2022. Com uma sequência de afastamentos e a renúncia de integrantes da bancada do PROS, Tabanez tornou-se o primeiro terceiro suplente de uma legenda a assumir uma cadeira na CLDF naquele contexto.

Nas eleições realizadas meses depois, já pelo MDB, ampliou significativamente seu desempenho e chegou a 14.523 votos. Mesmo com crescimento próximo de 80%, terminou novamente na suplência.

Essa evolução é hoje um dos principais argumentos favoráveis à candidatura de 2026.

Segurança pública é sua principal identidade

A trajetória profissional ajuda a explicar a principal bandeira política de Tabanez.

Quando assumiu a CLDF em 2022, colocou entre suas prioridades a segurança pública, a defesa dos clubes de tiro e políticas voltadas à geração de emprego e oportunidades. Antes da política, havia trabalhado como policial civil e professor.

Sua biografia também registra atuação como instrutor em segurança pública e explosivos, além de atividades relacionadas ao tiro esportivo.

Para 2026, sua plataforma acrescenta temas como saúde, educação e projetos sociais, mas a segurança permanece como um dos elementos mais facilmente associados ao seu nome.

Novo partido e alianças para ampliar a candidatura

Depois da passagem pelo MDB, Tabanez ingressou no Mobiliza para disputar as eleições deste ano.

Também construiu uma parceria eleitoral com Agaciel Maia, candidato a deputado federal. A articulação tem sido apresentada pelos dois grupos como uma forma de ampliar presença nas regiões administrativas e somar bases eleitorais distintas.

Uma pesquisa espontânea da Exata OP, registrada sob o número DF-02994/2026, mostrou Tabanez com 0,20%, empatado com Sardinha como o nome mais citado do Mobiliza. O levantamento também revelou uma disputa ainda muito aberta: 74,5% dos entrevistados não indicaram candidato a deputado distrital.

O percentual individual ainda é pequeno, mas o alto número de indecisos torna precipitada qualquer conclusão definitiva sobre a eleição proporcional neste momento.

Operação da PF é o principal ponto de desgaste

O episódio mais delicado da trajetória recente de Tabanez ocorreu em fevereiro de 2025, quando ele foi alvo de busca e apreensão na Operação Dissímulo, conduzida pela Polícia Federal com participação da CGU e da Receita Federal.

A investigação apura suspeitas de fraude em licitações públicas envolvendo um conjunto de empresas do setor de terceirização. Segundo a apuração policial divulgada à época, Tabanez era investigado por uma suposta relação com a R7 Facilities e por possível atuação conjunta com empresas que teriam manipulado concorrências públicas.

Tabanez nega ser sócio oculto da R7 Facilities e nega envolvimento nas fraudes. Em nota divulgada após a operação, sua defesa afirmou que ele colaborou com os agentes e sustentou que nenhum elemento encontrado durante a busca comprovaria vínculo com a empresa.

Nas fontes consultadas para esta matéria, não foi localizada condenação de Tabanez relacionada à Operação Dissímulo.

Eleitoralmente, entretanto, a investigação representa seu principal ponto de desgaste e pode ser utilizada pelos adversários durante a campanha.

Quais são as chances de Tabanez?

Tabanez entra em 2026 com uma candidatura que possui potencial competitivo, mas ainda precisa crescer para se aproximar do grupo de maior força eleitoral.

A evolução de 8.078 votos em 2018 para 14.523 em 2022 demonstra capacidade de ampliar sua base. Além disso, a breve passagem pela CLDF eliminou a condição de candidato completamente sem experiência parlamentar.

O desafio agora é superar a faixa de votação alcançada há quatro anos e, principalmente, contar com um desempenho competitivo do Mobiliza no sistema proporcional.

A pesquisa Exata mostra que seu nome já aparece entre os mais lembrados dentro da legenda, mas também deixa claro que a disputa permanece altamente pulverizada.

Segurança pública, crescimento eleitoral e experiência na CLDF são os principais ativos de Tabanez em 2026. Em sentido contrário, a investigação da Operação Dissímulo deverá exigir atenção durante a campanha.

Se conseguir manter a trajetória de crescimento registrada entre 2018 e 2022 e ampliar sua votação para além das bases tradicionais, Tabanez pode entrar efetivamente na disputa por uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa.

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