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Suspeitos pagam casa à beira-mar com dinheiro ilegal na Operação Raio X

Reprodução

A Polícia Federal está investigando a compra de uma casa à beira-mar em um bairro de luxo na cidade de Lauro de Freitas, na Bahia, feita por suspeitos ligados à Operação Raio X. O imóvel, avaliado em R$ 1,6 milhão, foi quitado em um período em que os acusados estavam sob investigação.

Segundo as apurações, há indícios de que a residência tenha sido adquirida, paga antecipadamente ou valorizada com dinheiro proveniente de atividades ilegais. A entrada no imóvel foi dada em novembro de 2022, com o pagamento inicial de R$ 340 mil, enquanto o restante, R$ 500 mil, foi financiado em 360 meses.

Contudo, em novembro de 2024, um pagamento em espécie de R$ 575 mil foi registrado em uma escritura pública, indicando a quitação antecipada do financiamento. Essa movimentação financeira chamou a atenção das autoridades e foi comunicada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A investigação também apura a compra de veículos de luxo e aponta uma discrepância entre o patrimônio dos suspeitos e a renda oficialmente declarada por eles. Em uma das ações da operação, agentes encontraram maços de dinheiro escondidos no bolso de um terno.

Diante das evidências, a Polícia Federal solicitou o bloqueio do imóvel, pedido que foi aprovado pela Justiça Federal.

A Operação Raio X, desencadeada em 29 de setembro, tem como objetivo apurar irregularidades em contratos de serviços advocatícios e possíveis desvios de recursos no Conselho Federal de Técnicos em Radiologia (Conter). Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE), Mauá (SP) e Serra (ES), em residências, escritórios e na sede do Conter.

As investigações indicam que contratos firmados pelo conselho movimentaram cerca de R$ 3,5 milhões. A polícia busca esclarecer se parte desse valor foi transferido entre pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos investigados, além de investigar pagamentos feitos antes da formalização dos contratos, realizados sem licitação, para um escritório de advocacia constituído pouco antes de iniciar os serviços junto ao conselho.

A operação foi conduzida pelo 14º ofício da Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) do Ministério Público Federal, em conjunto com a Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal (DELECOR/SR/DF).

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