Um suspeito apontado como líder de um esquema de fraude que atingiu o Detran-DF e o Na Hora fugiu de um presídio em São Paulo. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) o prendeu durante a 4ª fase da Operação Código Fantasma, mas ele conseguiu escapar novamente. A identidade do fugitivo não foi divulgada pela polícia. Na ação, quatro homens foram presos no total.
Durante a operação, o suspeito tentou eliminar provas jogando dispositivos eletrônicos no vaso sanitário da casa onde estava. Ele é investigado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) e possui vários registros por envolvimento com organização criminosa, além de crimes como roubo de carga e estelionato.
Como funcionava o esquema
A equipe da DRCC apurou que o grupo criminoso instalava roteadores MikroTik nas redes do Detran-DF e do Na Hora para acessar os sistemas remotamente. Com isso, os criminosos realizavam alterações ilegais, como cancelar multas de trânsito e transferir veículos sem autorização.
Foram apreendidos pelo menos oito desses equipamentos em unidades do Na Hora. A polícia informou que pessoas com acesso facilitado às unidades públicas ajudavam na instalação dos aparelhos. Por enquanto, não há indícios de participação de servidores do Detran-DF no esquema.
Impactos e valores cobrados
Segundo o delegado-chefe João Guilherme, os hackers cobravam cerca de 50% do valor das multas para fazer as mudanças ilegais. Por exemplo, para remover uma dívida de R$ 2 mil, eles pediam R$ 1 mil.
Além do prejuízo financeiro causado, as fraudes também traziam problemas para a sociedade, já que as alterações indevidas precisavam ser corrigidas pelo Detran-DF.
Detalhes da operação
- A 4ª fase da Operação Código Fantasma resultou na prisão preventiva de quatro homens com idades entre 33 e 47 anos.
- Os mandados de prisão e busca foram cumpridos nos bairros Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires.
- A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis ligados ao grupo criminoso.
- Durante a ação, foram apreendidas joias, uma arma de fogo e vários dispositivos eletrônicos para perícia.
Investigação em andamento
A DRCC já realizou oito operações contra grupos que tentavam invadir sistemas do Detran-DF. O grupo investigado nesta fase é considerado organizado e estruturado, com divisão clara de tarefas.
Além de organização criminosa, os envolvidos podem responder por crimes de invasão de dispositivo informático, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 32 anos de prisão.
A polícia continua investigando para identificar todos os membros da organização e entender toda a estrutura do grupo.
