Um piloto foi preso sob suspeita de liderar um esquema de exploração sexual infantil em São Paulo. Ele pagava por fotos das vítimas, enviando dinheiro que variava entre R$ 30 e R$ 100 para as responsáveis pelas crianças e adolescentes que eram abusados, em alguns casos, há mais de oito anos.
A delegada Ivalda Aleixo, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), confirmou que o homem chegou a pagar aluguel, comprar medicamentos e até uma televisão para as famílias das vítimas. Ele se comunicava com as responsáveis, deixando claro que tinha interesse sexual por crianças.
Na operação recente, foram presos preventivamente o piloto, uma avó de três vítimas e, em flagrante, a mãe de uma adolescente de 14 anos que vendia imagens da filha e tinha conhecimento dos abusos.
O homem de 60 anos foi detido dentro de uma aeronave, durante o embarque. A polícia localizou-o após solicitar a escala da companhia aérea, já que não sabia quando ele voaria.
Além das três mulheres presas, outras duas parentes de vítimas foram alvo da investigação. Até agora, pelo menos dez crianças e adolescentes foram identificados como vítimas, a maioria em São Paulo.
Com autorização da justiça, a polícia desbloqueou o celular do piloto para encontrar mais provas. O suspeito e a avó das crianças estão em prisão temporária, enquanto a mãe presa em flagrante será investigada por armazenar e distribuir material ilegal.
Abusos aconteciam em motéis
Três meninas da mesma família, com 10, 12 e 18 anos, sofriam abusos cometidos pelo homem, que as levava a motéis usando documentos falsos. Uma das vítimas foi agredida fisicamente pelo suspeito na semana anterior.
Outras duas pessoas estão sendo investigadas na operação chamada “Apertem os Cintos”, que apura crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual.
A polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão, inclusive na casa do suspeito em Guararema, região metropolitana de São Paulo. A Latam informou que o voo para Rio de Janeiro ocorreu normalmente e que abriu uma investigação interna.
