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sábado, 28/02/2026

SUS melhora tratamento da fibromialgia com novas regras

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O governo federal divulgou novas regras para aprimorar o tratamento da fibromialgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca aumentar o reconhecimento da doença e oferecer mais opções de atendimento, como treinamento para profissionais de saúde e cuidados multidisciplinares.

A fibromialgia é uma condição que afeta entre 2,5% e 5% da população brasileira, sendo que mais de 80% dos casos ocorrem em mulheres de 30 a 50 anos, conforme estudos da revista Rheumatology e do National Institutes of Health (NIH). Essa doença provoca dores espalhadas pelo corpo sem relação com lesões, causada pela sensibilidade exagerada dos neurônios ligados à dor.

Segundo o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, os sintomas incluem cansaço extremo, problemas no sono, dificuldades de memória e concentração, formigamento em mãos e pés, além de alterações de humor, como ansiedade e depressão. Em entrevista ao programa Tarde Nacional – Amazônia, ele explicou que “a dor é generalizada e costuma vir acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas”.

O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica dos sintomas pelo médico, sem a necessidade de exames laboratoriais ou de imagem específicos. Martinez destaca a importância de distinguir a fibromialgia de outras doenças que causam dores similares, como a artrose, recomendando a busca de reumatologistas ou unidades básicas de saúde para um diagnóstico correto.

Em julho de 2025, a Lei 15.176/2025, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu a fibromialgia como deficiência, possibilitando o acesso a benefícios como vagas reservadas em concursos públicos, isenção de impostos na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, Benefício de Prestação Continuada para pessoas de baixa renda e pensão por morte em casos de comprovação de incapacidade.

As novas diretrizes do Ministério da Saúde, implementadas recentemente, incluem um plano organizado para o tratamento da fibromialgia no SUS, enfatizando métodos sem uso de medicamentos, como fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional e exercícios físicos regulares, que fortalecem o corpo e melhoram a qualidade de vida. Também são indicados tratamentos com medicamentos para controlar a dor, e Martinez ressalta a importância da colaboração entre reumatologistas, psiquiatras e psicólogos para evitar efeitos adversos e tratar doenças associadas, como ansiedade e depressão.

Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia, tanto os tratamentos não medicamentosos quanto os farmacológicos são essenciais para apoiar os pacientes.

Informações fornecidas pela Agência Brasil.

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