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sexta-feira, 06/02/2026

SUS começa usar insulina glargina de ação longa

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O Ministério da Saúde iniciou a troca da insulina NPH pela insulina glargina de ação prolongada no Sistema Único de Saúde (SUS). Esse projeto inicial está acontecendo no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal, atendendo crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.

Mais de 50 mil pessoas devem ser beneficiadas nesta fase. A insulina glargina age por até 24 horas e precisa ser aplicada apenas uma vez ao dia, facilitando o controle da glicose e a rotina dos pacientes. No setor privado, esse medicamento custa até R$ 250 para dois meses, por isso sua inclusão no SUS segue padrões internacionais de cuidado.

A mudança será feita aos poucos, com avaliação individualizada de cada paciente. Profissionais da atenção primária dos estados envolvidos estão recebendo treinamento desde 27 de janeiro, em parceria com a Fiocruz e a Biomm. O treinamento ensina o uso correto das canetas aplicadoras e a melhor forma de administrar a insulina.

Essa ação é fruto de uma parceria entre o laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a companhia chinesa Gan & Lee, que transferiu tecnologia para fabricar a insulina no Brasil. Em 2025 foram entregues mais de 6 milhões de unidades, com investimento de R$ 131 milhões. A expectativa é chegar a 36 milhões de tubetes até o fim de 2026 para abastecer o SUS.

Essa produção nacional é fundamental devido à falta de insulina no mundo. O Ministério da Saúde também faz parceria para produzir a insulina NPH e regular com a indiana Wockhardt, a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a Biomm, prevendo 8 milhões de unidades até 2026. Até agora, quase 2 milhões foram entregues, com R$ 142 milhões investidos.

O grupo de trabalho para melhorar a insulinoterapia no SUS foi criado em novembro de 2025 para enfrentar a crise mundial na produção de insulina. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação para planejar a expansão para outros estados. O SUS oferece atendimento completo para pacientes com diabetes, com quatro tipos de insulina e medicamentos orais, acompanhados pela atenção primária.

*Com informações da Agência Brasil

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