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sexta-feira, 27/03/2026

SUS começa a usar tafenoquina para tratar crianças com malária

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O Ministério da Saúde do Brasil iniciou o uso da tafenoquina em dose pediátrica de 50 mg para o tratamento da malária em crianças com peso entre 10 kg e 35 kg, atendidas pelo SUS. Cerca de metade dos casos de malária no país ocorre em crianças com menos de 16 anos. Antes, esse remédio estava disponível somente para jovens e adultos a partir de 16 anos.

A distribuição do medicamento começou de forma gradual, dando prioridade às regiões da Amazônia, incluindo áreas indígenas. O Brasil é o primeiro país no mundo a oferecer esse tratamento para crianças. No começo, foram entregues 126.120 comprimidos da forma pediátrica da tafenoquina para ajudar no combate à doença em todo o país.

A tafenoquina é indicada para pacientes com malária vivax que pesem mais de 10 kg e que não estejam grávidas nem amamentando. A dose única do remédio facilita o tratamento, garantindo mais conforto para as famílias e profissionais da saúde, maior adesão ao tratamento, eliminação completa do parasita e prevenção de recaídas. Antes, o tratamento podia durar até 14 dias, o que dificultava o cumprimento do tratamento, principalmente em crianças.

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 970 mil na compra dos medicamentos e já recebeu 64.800 doses para distribuir nas regiões com maior número de casos, como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. Essas regiões concentram cerca de 50% dos casos em crianças e jovens até 15 anos. O DSEI Yanomami foi o primeiro a receber 14.550 comprimidos e foi também o primeiro a receber a tafenoquina de 150 mg para maiores de 16 anos em 2024.

A malária é um grande desafio para a saúde pública na região amazônica, especialmente em áreas remotas e nas terras indígenas, onde as condições geográficas e sociais aumentam a vulnerabilidade. O Ministério da Saúde intensifica o monitoramento e reforça as ações de controle dos mosquitos transmissores, busca ativa de casos e disponibilização de testes rápidos.

Entre 2023 e 2025, na região Yanomami, houve um aumento de 103,7% na realização de testes, crescimento de 116,6% nos diagnósticos e queda de 70% no número de mortes por malária. Em todo o Brasil, 2025 registrou o menor número de casos desde 1979, com 120.659 registros, uma redução de 15% em relação a 2024. Nesse período, os casos também diminuíram 16% nas áreas indígenas. A Amazônia concentra 99% dos casos do país, com 117.879 registros no ano anterior.

Com informações da Agência Brasil

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