O Ministério da Saúde iniciou nesta quarta-feira (13/8) a distribuição de dois novos tipos de camisinhas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As versões são texturizadas e mais finas. A iniciativa visa incentivar o uso de preservativos no Brasil, especialmente entre os jovens, além de fortalecer a proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
“A variedade na oferta busca motivar o uso regular e correto do preservativo, tornando-o mais atrativo e atendendo às diferentes preferências da população”, declarou o ministério em nota oficial.
Nas redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou uma promoção das novas camisinhas.
Espera-se que 400 milhões de unidades dos novos preservativos sejam disponibilizadas ainda este ano.
Os preservativos são distribuídos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sem necessidade de apresentar documentos ou limitar a quantidade.
Segundo o Ministério, os modelos recentes oferecem a mesma proteção eficaz das camisinhas tradicionais. Até agora, o SUS ofertava dois tipos: a externa, de látex, e a interna, de látex ou borracha nitrílica.
Uso reduzido de preservativos
A iniciativa ocorre diante da baixa utilização de preservativos no país, principalmente entre a população jovem.
Na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, 59% dos participantes com 18 anos ou mais afirmaram que não usaram camisinha em nenhuma relação sexual nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Além de evitar gestações indesejadas, os preservativos também protegem contra a transmissão de ISTs.
As infecções, causadas por bactérias, vírus ou outros agentes, passam por meio do contato sexual sem proteção adequada.