Geraldo Alckmin, vice-presidente, afirmou nesta sexta-feira (20) que os setores de fabricação de armas, máquinas, motores e madeira estão entre os mais favorecidos pela decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais parte das tarifas impostas pelo governo Trump.
Segundo Alckmin, esses setores representam 22% do valor das exportações brasileiras para os EUA e a decisão é muito importante para o país.
Durante entrevista no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin minimizou o impacto da nova tarifa global de 10% anunciada por Trump e disse que o Brasil mantém competitividade, já que antes havia uma tarifa combinada de 50% que prejudicava o país.
O vice-presidente afirmou ainda que o governo brasileiro continuará negociando com os EUA para avançar, incluindo temas como exploração de minerais estratégicos e investimentos em data centers no Brasil.
A decisão da Suprema Corte considera ilegais tarifas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, beneficiando setores como máquinas, equipamentos e calçados, que agora estão isentos dessas tarifas.
Já setores como aço, alumínio e cobre continuam tarifados, pois as tarifas para esses setores são fundamentadas em outra legislação, a Seção 232, e representam 27% das exportações brasileiras para os EUA.
O ex-presidente Trump criticou a decisão da corte e prometeu implementar nova rodada de tarifas globais de 10% usando a Seção 122, que autoriza taxação temporária por 150 dias.

